A Web Summit começou com palavras de prudência. E esperança

A Web Summit 2018 está oficialmente inaugurada. Seguem-se três dias dedicados à inovação tecnológica e ao empreendedorismo, entre a Altice Arena e a Feira Internacional de Lisboa (FIL).

A terceira edição da cimeira tecnológica começou esta segunda-feira, em Lisboa. Dentro da Altice Arena, o público viajou ao início da navegação pela Internet, o secretario geral da Organização das Nações Unidas (ONU) vincou a necessidade de os avanços tecnológicos não servirem a guerra e António Costa pediu que Portugal fosse visto como a capital do investimento.

A inauguração decorreu de forma semelhante à última edição e o fundador da Web Summit, o irlandês Paddy Cosgrave, foi o primeiro a subir ao palco. Pelo meio da intervenção, soltou um dado interessante: dos cerca de 70 mil participantes esperados, entre investidores e empreendedores, 31 mil são mulheres.

Seguiu-me o homem que inventou a World Wide Web (WWW), Tim Berners-Lee. Explicou que no início "a maior parte das pessoas esperava que a 'web' [como é vulgarmente designada] fizesse coisas incríveis". O paradigma, contudo, mudou. Em 2019 é estimado que metade da população mundial - cerca de 3,5 mil milhões de pessoas - estejam conectadas à Internet e isso leva a duas preocupações: como salvar a 'web' para que corresponda ao que as pessoas esperam desta forma de navegar a partilha informações e como ligar o resto do mundo.

Para Tim Berners-Lee a solução para reparar esta ferramenta de "que devia ser uma plataforma livre e independente" tem de ser pensada por todos, porque não há um único caminho a seguir e daí a campanha #pelaweb - #fortheweb em inglês.

Lisa Jackon, antiga líder da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos da América durante a administração do ex-presidente Barack Obama, falou sobre como não se deve preterir as questões ambientais em função dos avanços tecnológicos e deixou outra mensagem: "Não conseguimos encontrar as respostas que pretendemos sem envolver as mulheres, ponto."

No certame da tecnologia onde reinam as siglas como CEO - sigla em inglês que é utilizada para representar o diretor executivo de uma empresa -, CFO ou CMO, Paddy Cosgrave voltou a palco para apresentar o "CEO das Nações Unidas", António Guterres. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) focou-se em dois pontos.

A 'web' ligou metade do mundo, "mas também propagou o discurso de ódio", mas não foi esta ferramenta que "trouxe o populismo ou a polarização das sociedades", na opinião de Guterres. A "web" apenas "amplificou esses problemas". A declaração foi alvo de inúmeros aplausos.

O segundo ponto centrou-se no uso da tecnologia, que não deve ser aliada da guerra.

As intervenções do primeiro-ministro, António Costa, e do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, foram idênticas. Costa referiu que Portugal sempre foi "um ponto de encontro entre populações e culturas" e pediu que o país fosse visto como uma nação para o investimento estrangeiro. Já Medina frisou que Lisboa é a "capital da tolerância":

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