Sylvia, Maite, Tosa, Mirza, Verónica e Lyda, cinco das 13 imigrantes do Uruguai, entrevistadas para o
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Imigração

9500 km do Uruguai para Portugal, para ficar com um marido que nunca viu

Vieram por amor, pela profissão, mas todas com um projeto de vida definido, o que lhes facilitou a adaptação a um novo país. Memoria Social - Uruguaya Tú Eres Parte, no Te Quedes Aparte é o testemunho de imigrantes uruguaias.

Talvez António Janeiro Acabado não pudesse ser outra coisa, com este nome, senão alentejano. E era. De Serpa. Um nome assim encerrava um certo sentido trágico. Ou uma história para contar. António era professor, tinha tido um casamento tão infeliz que conseguiu a sua anulação pelo Vaticano, por não ter sido consumado. Mas a sua sorte havia de mudar. E começou com uma inscrição no Clube dos Sozinhos, uma rubrica de encontros de um jornal uruguaio.

Do outro lado dos mares, e da sorte de António, estava Lyda Giusti. Era educadora de infância, vivia em Montevideu. Gostou da descrição do rapaz português e escreveu-lhe. "Apaixonei-me na primeira carta e começámos a corresponder-nos. Tínhamos a mesma profissão, os mesmos princípios e gostos. E trocámos fotos... sempre muito bem selecionadas." Lyda mantém o humor, aos 98 anos.

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