"Quebra de audiências da RTP não prejudica privatização"

Miguel Relvas, ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, que tutela a comunicação social, afirmou hoje que a polémica à volta da quebra de audiências da RTP não vai prejudicar a privatização da empresa

Miguel Relvas, que falava aos jornalistas à margem da conferência "A Crise, os Media e a Comunicação" na Escola Superior de Comunicação Social em Lisboa, disse que a quebra de audiências da empresa estatal não influencia o processo de privatização, até porque "uma coisa não tem nada a ver com a outra, aí a bota não bate com a perdigota".

O ministro-adjunto, que se deparou com cartazes dos estudantes do Bloco de Esquerda na conferência dizendo "Pedro Rosa Mendes. Qual a próxima censura?", explicou que "as audiências não têm a ver com a alienação" porque o que o Estado vai vender "é uma licença e não o serviço", acrescentando que "quem adquirir essa licença pode seguir outro caminho, pode ter mais ou menos audiência".

Para Miguel Relvas, o serviço público "não é refém das audiências mas sim condicionado pela qualidade" e é essa "a exigência que se deve fazer a um orgão de comunicação social que é pago pelos impostos dos portugueses".

Além disso, o ministro fez questão de frisar que a empresa GFK, que mede as audiências televisivas, "tem credibilidade no mercado" e a RTP "tem é que continuar com o caminho seguido".

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