PS quer ouvir Luís Marinho no Parlamento

O PS requereu hoje a audição parlamentar do diretor geral de conteúdos da RTP, Luís Marinho, sobre o caso da eventual cedência à polícia de imagens da manifestação do passado dia 14 junto ao Parlamento.

Este requerimento dos socialistas, ao qual a agência Lusa teve acesso, segue-se a uma iniciativa sobre idêntico tema tomada ao início da tarde pela maioria PSD/CDS, mas em que era apenas requerida a presença na Comissão Parlamentar de Ética e Comunicação do presidente do Conselho de Administração da RTP, Alberto da Ponte, e do diretor de informação demissionário, Nuno Santos.

Agora, numa carta enviada ao presidente da Comissão Parlamentar de Ética e Comunicação, o deputado social-democrata Mendes Bota, os socialistas Inês de Medeiros e Manuel Seabra pedem também a presença na Assembleia da República de Luís Marinho.

"Não obstante a inexistência de uma definição das competências do novo posto de diretor geral de conteúdos da RTP, tal como salientou a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), o próprio dr. Luís Marinho ao assumir o cargo considerou que este o identificava como braço direito operacional da administração na coordenação de programas e informação na RTP", justificam os deputados do PS Inês de Medeiros e Manuel Seabra.

Na carta dirigida a Mendes Bota, os dois deputados do PS concluem por isso que se revela "evidente a necessidade de auscultar" a posição de [Luís Marinho] sobre este tema, que aparentemente opõe a administração à anterior direção de informação, visto tratar-se de um interveniente direto nesta problemática".

Sobre este caso, PSD e CDS justificam o pedido de audição de Alberto da Ponte e de Nuno Santos, mas não de Luís Marinho, face à necessidade de um "cabal esclarecimento" sobre se houve uma cedência ou visualização de imagens dos incidentes da manifestação do passado dia 14, junto ao Parlamento, por parte de "elementos estranhos" à RTP.

Na mesma nota, PSD e CDS nada referem sobre a atuação do jornalista Nuno Santos, mas elogiam o presidente da RTP, Alberto da Ponte, por já ter "demonstrado disponibilidade para prestar os esclarecimentos necessários" junto da Comissão Parlamentar de Ética, Cidadania e Comunicação, "com vista ao cabal esclarecimento da situação".

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