Pivôs comentam falso arranque de José Sócrates

Carlos Daniel, da RTP, e José Carlos Castro, da TVI, revelam como é que o directo com o primeiro-ministro demissionário chegou antes de tempo e ainda em testes de imagem.

Tanto o pivô do Telejornal, Carlos Daniel, como o do Jornal Nacional da TVI, José Carlos Castro, foram apanhados de surpresa quando viram no ar imagens do primeiro-ministro demissionário a fazer ajustes. Ainda que ambos tivessem estranhado o facto de José Sócrates "estar em mangas de camisa" a falar ao País e a comunicar oficialmente que iria haver um pedido de ajuda financeira, já não iam a tempo de fazer nada.

"Temos que reagir com naturalidade e não valorizar excessivamente o episódio, acaba por ser um momento curioso", relativiza o jornalista da estação pública. O da TVI confirma: "Foi a primeira vez que me confrontei com uma situação destas. É preciso reagir com improviso quando somos apanhados de surpresa, mas é claro que ninguém gosta de se enganar".

Este primeiro directo surgiu porque era aguardada uma comunicação ao País, por parte de José Sócrates, às 20.00, que acabou por ser feita 40 minutos mais tarde. "Mas naquele stress de estar atento ao que ia ser dito, ninguém reparou bem o que estava a acontecer à hora marcada e seguiu-se para a emissão", adianta o pivô da estação pública.

Pelo que o DN.PT apurou junto de fonte, "só a RTP é que estava autorizada a recolher o sinal em São Bento e distribuir para todos os canais, mas como o directo já estava a ser emitido com som, pensou-se que José Sócrates já estava a falar ao País". Na verdade, os testes costumam ser feitos sem som e foi a partir do facto de tal não ter acontecido que foi gerado o equívoco quer em Queluz de Baixo, quer na Marechal Gomes da Costa, em Lisboa.

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