Quinto canal de Nuno Morais Sarmento "é um erro"

Arons de Carvalho e o publicitário Carlos Coelho não concordam com o modelo de serviço público proposto por Nuno Morais Sarmento durante uma entrevista ao programa 'De Caras'

Durante a conversa com Vítor Gonçalves, na passada quarta-feira, Nuno Morais Sarmento admitiu "a abertura de uma nova emissão privada em Portugal à custa da quinta licença". Significaria necessariamente nessa altura termos de aproveitar, por exemplo, a estrutura do Porto, o centro de produção do Porto", afirmou o antigo ministro do Governo de Durão Barroso com a pasta da Comunicação Social, acrescentando que se poderia aproveitar uma "estrutura" do Porto que "está obviamente sobredimensionada", sendo esta, aliás, "a razão da ineficiência da RTP versus privadas".

Ouvido pelo DN, Arons de Carvalho diz que a sugestão "é um erro" e que o aproveitamento das instalações da RTP Porto para que um quinto operador privado pudesse funcionar resultaria numa "centralização" que "comprometeria o serviço público".

Também Carlos Coelho, fundador e presidente da agência publicitária Ivity Brand Corp, é da mesma opinião. "Não se pode pensar um canal com apenas seis minutos de publicidade por hora. Isso quereria dizer que um quinto canal funcionaria com as receitas publicitárias da RTP1, mas só ao nível teórico. Nada garantiria que isso acontecesse. E mais: como é que, assim, a RTP1 se pagaria? Não entendo por que se acha que um canal do Estado não pode ter publicidade", concluiu Carlos Coelho.