Presidente da RTP não exclui despedimento coletivo

O presidente da RTP admite que a empresa pública de televisão tem trabalhadores a mais e não afasta totalmente o cenário de despedimento coletivo como um dos suportes para a "reestruturação dolorosa" que lhe foi exigida pela tutela.

"Não excluo esse cenário", afirmou Alberto da Ponte, no decorrer da entrevista concedida esta quarta-feira ao programa De Caras, do primeiro canal público.

O gestor, nomeado em setembro do ano passado por Miguel Relvas, admitiu que a RTP tem trabalhadores a mais e revelou que até ao final de 2014 RTP1 e RTP2 têm de ter cerca de 22% de audiência. "Esse é um dos objetivos estratégicos para o ano", acrescentou.

Na entreviata, e interrogado por Vítor Gonçalves, o presidente da RTP esclareceu que "não há lugar na empresa" para o "anterior diretor de Informação", Nuno Santos. "Ele não está despedido, está suspenso", sublinhou, acrescentando que o jornalista, que se demitiu na sequência do caso das visualiação por parte da polícia das imagens brutas da manifestação de 14 de novembro, "não tem lugar na RTP", uma vez que admitiu publicamente ter perdido a confiança no presidente do conselho de administração.

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