Fim das emissões da Deutsche Welle afeta 40 pessoas

A partir de 1 de janeiro de 2015, os cerca de 17 profissionais da emissora alemã e 20 colaboradores ligados ao departamento de Português para África deverão transitar para outras estruturas

O investimento no serviço noticioso em inglês e a aposta numa televisão que entre para o top dos mais importantes canais televisivos internacionais do Mundo - a par da BBC, CNN e Al-jazeera - são as novas prioridades da Deustche Welle (DW). Por isso, a emissora alemã decidiu cortar com os serviços de radio e online de português para África e de bengali e reduzir com os serviços em francês, hindi e urdu.

A decisão, que apanhou "a redação de surpresa", diz um dos elementos, põe termo a um serviço que emite há cerca de 45 anos e que conta com 17 funcionários e 20 colaboradores espalhados por países de expressão lusófona e que conta com um orçamento anual, revelou quem conhece o projeto, a rondar os "900 mil euros".

"A competência regional do serviço em Português deverá ser mantida com a transferência de jornalistas que devem reforçar o serviço em inglês para África", afirma o comunicado que aponta, como segunda solução, a integração de profissionais também na "redação de português para o Brasil". Ao DN, um dos elementos avançava que há a possibilidade de "integrar uma redação multilingue europeia".

Leia mais na edição de hoje do DN.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.