'Breaking Bad' surpreende fãs com prequela

A série norte-americana chega ao fim a 29 deste mês após cinco aclamadas temporadas mas, no próximo ano, chegarão aos ecrãs os antecedentes da história principal.

A nova série do produtor Vince Gilligan vai ser transmitida pelo canal AMC e vai focar-se, essencialmente, na personagem Saul Goodman, o carismático advogado interpretado por Bob Edenkirk.

Os episódios, que terão a duração aproximada de uma hora, vão mostrar a história de vida de Goodman antes de se tornar no advogado de Walter White, o protagonista interpretado por Bryan Cranston.

Vince Gilligan, o criador de Breaking Bad, revelou numa entrevista no ano passado que já estava a considerar a ideia de avançar com este projeto: "Adoraria fazer um spin-off de Saul Goodman. Gosto da ideia de uma série sobre um advogado que faria qualquer coisa para impedir que um caso vá a julgamento", assinalou.

É de recordar que o último episódio da trama vencedora de sete prémios Emmy será transmitido a 29 de setembro, nos EUA.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A direita definida pela esquerda

Foi a esquerda que definiu a direita portuguesa, que lhe identificou uma linhagem, lhe desenhou uma cosmologia. Fê-lo com precisão, estabelecendo que à direita estariam os que não encaram os mais pobres como prioridade, os que descendem do lado dos exploradores, dos patrões. Já perdi a conta ao número de pessoas que, por genuína adesão ao princípio ou por mero complexo social ou de classe, se diz de esquerda por estar ao lado dos mais vulneráveis. A direita, presumimos dessa asserção, está contra eles.