Borgen, Príncipe e Os Influentes: como a Europa deu a volta à RTP2

A aposta nos produtos de ficção feitos no Velho Continente tem tido impacto positivo nas audiências do segundo canal. Proximidade geográfica e qualidade das produções são as razões apontadas.

A partir do próximo domingo, 15 de março, a RTP2 volta a emitir as três temporadas de Borgen, a série dinamarquesa que conta a ascensão, queda e renascimento político de Birgitte Nyborg, a líder de um partido fictício chamado Novos Democratas. "Vamos repetir a série semanalmente, ao domingo, durante as próximas 30 semanas. Esse período coincide com a campanha eleitoral que vai acontecer em Portugal. É uma coincidência feliz, mas estudada, obviamente", revela Elísio Oliveira, diretor de Programas da RTP2.

E se Borgen surpreendeu e cativou as audiências do segundo canal (as três temporadas foram vistas por uma audiência média de60 700 pessoas e registaram 1,3% de share), a série que lhe sucedeu, Príncipe, superou todas as expectativas. A trama produzida pela estação privada espanhola Telecinco, e que bateu recordes de audiências no país vizinho, acompanhou o embalo de Borgen e, no último episódio da primeira temporada, registou uma audiência média de 199 600 telespectadores e 3,1% de share (média da temporada). Tanto a trama dinamarquesa como a espanhola são exibidas entre as 22.00 e as 23.00, um horário fortemente concorrencial, em que tanto RTP1, SIC como TVI apresentam produtos como novelas e reality shows, que chegam aos lugares cimeiros da tabela de audiências. No mês de dezembro (Borgen estreou-se em janeiro) a RTP2 registava, nesse horário, 0,7% de share, valor que equivale a 67 780 telespectadores.

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