Alberto da Ponte ataca supervisor por pedido de destituição

"Pirraça académica" e "decisão inédita e injusta", diz no Parlamento o presidente do Conselho de Administração da RTP, referindo-se ao pedido de destituição do Conselho Geral Independente

"Não há justa causa para o pedido de destituição porque não há causa para a destituição", afirmou Alberto da Ponte, presidente da RTP, na Comissão Parlamentar de Ética, onde está a ser ouvido esta tarde.O responsável da RTP reage assim ao pedido de destituição, que considera "inédito e injusto", que foi solicitado no início de dezembro pelo recém-criado órgão Conselho Geral Independente na sequência do segundo chumbo ao projeto estratégico para 2015, que foi classificado de "débil". "Com este CGI, em que há falta de diálogo, é difícil continuar à frente dos destinos da RTP", sustentou o responsável.

"Pura pirraça académica, não se percebe onde, no meio deste imbróglio, está a RTP", afirmou, acrescentado: "Reagiremos com todos os meios legais ao nosso alcance em defesa da honra, em defesa da nossa reputação profissional", avança Alberto da Ponte, que diz que a proposta de destituição "não está fundamentada".O presidente pediu "bom senso" ao governo, "tutela e ministério das finanças", após ser ouvido em "sede de audiência prévia. "Não cremos que o pedido tenha como única função a de legitimar uma decisão já tomada, uma decisão de conveniência."

Num segundo ponto, reagiu à acusação da falta de "lealdade institucional" ao não ter comunicado a intenção de adquirir os direitos de transmissão da Liga dos Campeões. "O CGI critica a opção que resulta do escrupuloso cumprimento da lei", evocando a lista de eventos de interesse do público, divulgada em outubro pelo governo. Aos deputados, Alberto da Ponte revelou que os custos por ano (2015/2018) é de"cinco milhões", mas estima "retorno de 5,8 milhões euros, dos quais 2,5 são receitas de publicidade pura e cerca de 3,3 são custos de oportunidade".

Na Comissão Parlamentar de Ética, o presidente afirmou que a empresa "tem obtido resultados positivos a todos os níveis" e lembrou que não houve indemnização compensatória em 2014. "A RTP teve uma redução de fundos públicos de 74 milhões de euros, entre 2011 e 2014" e "uma redução de "custos operacionais de 97 milhões de euros".

Esta tarde, António Feijó, presidente do CGI , organismo que fiscaliza e supervisiona o Conselho de Administração da RTP, bem como o cumprimento do contrato de concessão de serviço público, irá também falar aos deputados.

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