Mulheres nos Emmy. Quando a cópia supera o original

A trama da TVI está nomeada para os prémios internacionais, o que não aconteceu com a série colombiana em que se baseia. "Jikulumessu" e "Império" também estão na corrida,

A ficção portuguesa volta a estar representada na cerimónia que premeia a melhor ficção televisiva fora dos EUA, os Emmy Internacionais, com a nomeação da trama da TVI Mulheres, que chegou ao fim no mês passado, na categoria de melhor telenovela ao lado de Império (Globo) e Jikulumessu (Semba), que terminaram a sua exibição em Portugal na passada sexta-feira, na SIC e na RTP1, e ainda a espanhola Ciega a Citas.

"Desde que vencemos o primeiro Emmy, e é importante frisar que fomos o primeiro produto português a ganhá-lo, que temos sido nomeados todos os anos, e isto é o melhor testemunho da validade dos nossos produtos. Sistematicamente, somos reconhecidos internacionalmente", afirma Helena Forjaz, diretora de Comunicação Institucional e Corporativa da Media Capital, que detém a TVI.

"É muito importante ter este reconhecimento do nosso trabalho, que desenvolvemos durante muitos meses. Escrever uma novela é dose. São muitos meses sem fins de semana, sem horários, mas ao mesmo tempo é um trabalho espetacular", frisa Eduarda Laia, autora da novela Mulheres e que já é uma especialista nos famosos prémios. "Fui coordenadora de equipa da novela Laços de Sangue, da SIC, que ganhou um Emmy. Depois trabalhei em novelas que tiveram nomeações, Rosa Fogo e Windeck. Felizmente tenho estado envolvida em tão bons projetos", conta.

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