Filomena Cautela:"Esta nova série será mais à minha medida"

De volta a partir desta noite à antena da RTP2, a apresentadora diz ter uma prioridade: ouvir artistas sem voz.

 Filomena Cautela abre esta noite, segunda-feira, a partir da 00.30 horas, a primeira emissão daquela que é a quarta temporada do programa 5 Para a Meia Noite.

No regresso à atena da RTP2, a actriz e apresentadora, que divide a condução do formato com Fernando Alvim, Nilton, Luís Filipe Borges e Pedro Fernandes, promete dar voz a quem não a tem no mundo das artes e espectáculo. "Vejo o 5 Para a Meia Noite como uma plataforma para dar voz a uma série de artistas de várias áreas que, normalmente, têm dificuldade em mostrar o seu trabalho. O mais interessante desta série é, de facto, utilizar o programa para mostrar coisas que não são mostradas", afirmou a jovem comunicadora ao DN.pt.

A actriz, também rosto de novelas nacionais como Morangos Com Açúcar (TVI) e Vingança(SIC), entre outras, admite voltar "segura" de si e feliz com as novas apostas. "Vamos ter, por exemplo, um espaço dedicado a fotógrafos. Pedimos-lhes para ilustrarem o verbo da semana na sua linguagem. Estamos a avançar com pareceres com ilustradores, cartonistas, sonoplastas... Esta nova séria será mais à minha medida", disse.

"Presidir" é o verbo que vai dar arranque ao programa da noite. Filomena Cautela recebe em estúdio Margarida Martins, Presidente da Associação Abraço, e ainda o músico Nick Nicotine, responsável pela prestação musical da noite.


Ler mais

Exclusivos

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Legalização do lobbying

No dia 7 de junho foi aprovada, na Assembleia da República, a legalização do lobbying. Esta regulamentação possibilitará a participação dos cidadãos e das empresas nos processos de formação das decisões públicas, algo fundamental num Estado de direito democrático. Além dos efeitos práticos que terá o controlo desta atividade, a aprovação desta lei traz uma mensagem muito importante para a sociedade: a de que também a classe política está empenhada em aumentar a transparência e em restaurar a confiança dos cidadãos no poder político.

Premium

Viriato Soromenho Marques

Erros de um sonhador

Não é um espetáculo bonito ver Vítor Constâncio contagiado pela amnésia que tem vitimado quase todos os responsáveis da banca portuguesa, chamados a prestar declarações no Parlamento. Contudo, parece-me injusto remeter aquele que foi governador do Banco de Portugal (BdP) nos anos críticos de 2000-2010 para o estatuto de cúmplice de Berardo e instrumento da maior teia de corrupção da história portuguesa, que a justiça tenta, arduamente, deslindar.

Premium

João Taborda da Gama

Por que não votam os açorianos?

Nesta semana, os portugueses, a ciência política em geral, e até o mundo no global, foram presenteados com duas ideias revolucionárias. A primeira, da lavra de Rui Rio, foi a de que o número de deputados do Parlamento fosse móvel tendo em conta os votos brancos e nulos. Mais brancos e nulos, menos deputados, uma versão estica-encolhe do método de Hondt. É a mesma ideia dos lugares vazios para brancos e nulos, que alguns populistas defendem para a abstenção. Mas são lugares vazios na mesma, medida em que, vingando a ideia, havia menos pessoas na sala, a não ser que se fizesse no hemiciclo o que se está a fazer com as cadeiras dos comboios da ponte, ou então que nestes anos com mais brancos e nulos, portanto menos deputados, se passasse a reunir na sala do Senado, que é mais pequenina, mais maneirinha. A ideia é absurda. Mas a esquerda não quis ficar para trás neste concurso de ideias eleitorais e, pela voz do presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, chega-nos a ideia de incentivar votos com dinheiro.