Filme português "Collider" nomeado para os Emmy digitais

O filme de ficção científica, "Collider", da empresa portuguesa beActive, foi nomeado para os Prémios Emmy digitais da International Academy of Television Arts & Sciences, divulgou hoje a produtora.

Os Emmy digitais, que serão entregues no dia 07 de abril, em Cannes, no sul da França, no âmbito do mercado de conteúdos televisivos MIPTV, distinguem conteúdos em multiplataforma, sendo a produção nacional candidata na categoria Ficção.

Ao lado de "Collider" concorrem "Real Escape Game TV", do Japão, "#7DaysLater", da Austrália, e "Latitudes", do Brasil.

O filme "Collider" contsitui a terceira nomeação da portuguesa beActive para os Emmy, depois da série "Castigo Final", em 2010, e do filme "Beat Girl", no ano passado, com o informa em comunicado a produtora.

"'Collider' é também um filme, um livro de BD, jogos para 'smartphones' e uma extensa experiência interativa nas redes sociais", afirma a beActive.

As outras categorias dos Emmy são Infanto-Juvenil e Não-Ficção.

Em Infanto-Juvenil estão nomeados "Malhação", do Barsil, "Shujaaz.FM Reloaded", do Quénia, "Max & Billy's Drill Machine Girl", dos Países Baixos, e "Time Tremors", da Austrália.

Em Não-Ficção, são candidatos "Rising Star", de Israel, "Perfect Storms Interactive", do Canadá, "D-Day As It Happens", do Reino Unido, e "WomenTalk TV", de Singapura.

Segundo a mesma fonte, "Collider" é "baseado nas experiências realizadas na Organização Europeia de Investigação Nuclear (CERN), no Large Hadron Collider, local onde foi encontrado o 'Bosão de Higgs'", na base da atribuição do Prémio Nobel da Física de 2013 ao britânico Peter Higgs.

O filme português já foi exibido em festivais de cinema em Londres, no Reino Unido, Genebra, na Suiça, e em Galway, na República da Irlanda, e teve estreia nas salas de cinema portuguesas, em novembro do ano passado.

Este ano o filme já teve estreia na República da Irlanda, devendo também entrar no circuito comercial nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Japão.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?

Premium

Catarina Carvalho

O populismo na campanha Marques Vidal

Há uma esperança: não teve efeito na opinião pública a polémica da escolha do novo procurador-geral da República. É, pelo menos, isso que dizem os estudos de opinião - o número dos que achavam que Joana Marques Vidal devia continuar PGR permaneceu inalterável entre o início do ano e estas últimas semanas. Isto retirando o facto, já de si notável, de que haja sondagens sobre este assunto.