Elenco faz a festa do Emmy em Lisboa

O elenco de "Laços de Sangue" reuniu-se, hoje, na SIC para festejar o reconhecimento internacional da novela. Luís Marques, director-geral da estação, relembrou o momento da vitória em Nova Iorque.

Quatro dias depois de receberem o Emmy, o elenco de Laços de Sangue juntou-se esta tarde com Luís Marques numa conferência de imprensa na SIC.

O director-geral da estação de Carnaxide garantiu que a estatueta foi um prémio não só para a SIC. "Foi uma grande vitória para todos nós. Tínhamos tudo para não ganhar. Portugal já tinha ganho um Emmy o ano passado (com a novela Meu Amor, de António Barreira), e tinha uma novela brasileira a concorrer (Araguaia). Mas nós ganhámos", disse visivelmente orgulhoso e sob o olhar atento dos protagonistas da trama, Diana Chaves e Diogo Morgado.

A actriz grávida de seis meses, nem quis acreditar quando ouviu o nome Laços de Sangue. "Demorámos um segundo a reagir porque não esperávamos. Não queríamos acreditar. E depois foi a histeria. Ficamos muito emocionados", contou Diana Chaves.

Esta tarde grande parte do elenco partilhou o prémio e estiveram ainda presentes, entre outros, João Ricardo, Custódia Gallego, Débora Ghira, Joana Seixas e Sofia Sá da Bandeira.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.