Inquérito interno da RTP pronto na segunda-feira

"A administração deu até segunda-feira [26 de novembro] para que fosse concluído o inquérito interno", garante fonte ao DN. Um processo que visa apurar quem autorizou o visionamento de imagens da 'manif' pela PSP nas instalações da RTP

O Conselho de Administração (CA) da estação pública, presidido por Alberto da Ponte, já definiu um prazo para a entrega do inquérito interno que já está a decorrer na RTP: segunda-feira, 26. Uma investigação que pretende apurar quem deu autorização à PSP para que fossem visionadas na Marechal Gomes da Costa, a 15 de novembro, imagens da manifestação do dia anterior e que levou à demissão do diretor de Informação, Nuno Santos, na noite de quarta-feira. "É um prazo apertado", confirma fonte conhecedora do processo ao DN. "A administração deu até segunda-feira [26 de novembro] para ser concluído o inquérito interno sobre o caso das imagens", reitera.

Este processo está a ser conduzido pelo gabinete jurídico da RTP, que tem estado a ouvir, segundo o que DN apurou junto de vários trabalhadores, testemunhos do diretor e subdiretores de Informação, de Meios e Produção e de Emissão e Arquivo, da Comissão de Trabalhadores e do Conselho de Redação. Mas não só. Foram já pedidos elementos como "as entradas e saídas de pessoas estranhas à RTP, a 15 de novembro". Visitas por parte "de dois elementos da PSP, que terão entrado na RTP ao fim da manhã", diz ao DN fonte da estação.

Trata-se de uma investigação interna anunciada na noite de quarta-feira, 21, pela Administração. Segundo comunicado intermo do organismo presidido por Alberto da Ponte, "a confirmar-se, em sede de inquérito, a ocorrência destes factos [...], dele decorrerá a abertura de eventuais processos disciplinares que se venham a justificar". Ainda na mesma nota interna, o CA considerou que os referidos factos "consubstanciam uma ação abusiva, uma quebra grave das responsabilidades inerentes à cadeia hierárquica interna da empresa e, inclusive, poder-se-á verificar uma violação dos diretos, liberdades e garantias, com consequências nefastas para a credibilidade e idoneidade na produção informativa da RTP, pondo em causa a confiança do CA na lealdade e isenção dos responsáveis da Direção de Informação".

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