Chamar “racista” a Obama custa audiências de ‘talk-show’

O animador conservador de uma emissão de debates da televisão Fox News que tinha chamado o presidente norte-americano de "racista" assistiu a uma quebra de receitas publicitárias no seu "talk show".

Ao mesmo tempo que surgiram também apelos de boicote ao animador televisivo, Glenn Beck, apareceram páginas em seu apoio na Internet incitando ao bloqueio das empresas que recusam anunciar no seu programa.

Glenn Beck lançou a controvérsia em Julho quando afirmou, na sua emissão, que o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Barack Obama, tinha "um profundo ódio em relação aos brancos".

"Penso que este tipo é racista", frisou, num outro programa do grupo Fox.

Um dos responsáveis da programação da Fox declarou na Internet que o animador expressara uma "opinião pessoal que não comprometia a cadeia Fox News", tendo "o direito" de fazê-lo enquanto comentador.

Os comentários de Glenn Beck levaram o portal ColorofChange.org, cujo objectivo é "reforçar o peso político dos negros norte-americanos", a lançar uma petição "on-line" para convencer as empresas a retirarem a sua publicidade da emissão do animador.

" petição responderam, segundo os seus organizadores, perto de 165 mil pessoas.

O grupo Fox reconheceu que certas empresas retiraram as suas publicidades apenas do "talk show" de Glenn Beck e não do canal televisivo, versão contrariada pelo promotor do portal, James Rucker, que menciona que pelo menos um ou dois anunciantes abandonaram completamente a estação.

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