AR aprova novas audições, Marinho entre as novidades

A Comissão para a Ética, Cidadania e Comunicação aprovou hoje um conjunto de novas audições sobre o caso que envolve a RTP e a PSP, destacando-se a ida em breve do diretor-geral Luís Marinho ao Parlamento.

Mendes Bota, deputado que preside à comissão parlamentar que tem abordado o tema, confirmou à agência Lusa que serão ouvidas mais quatro pessoas sobre o assunto: para além de Luís Marinho será também ouvido o ex-diretor-adjunto de informação, Vítor Gonçalves, o ex-sub-diretor de informação, Luís Castro, e a produtora Ana Pitas.

O requerimento, apresentado pelo Bloco de Esquerda (BE), foi aprovado por unanimidade, aparte o ponto referente à audição da Comissão de Trabalhadores (CT), rejeitada pela maioria PSD/CDS-PP.

No texto, o BE aponta que "continua por esclarecer quem recebeu o primeiro pedido feito pela PSP, por quem e em que termos foi o mesmo feito, quem objetivamente autorizou o visionamento e em que condições o mesmo se efetuou".

No final de novembro, a administração da RTP emitiu um comunicado no qual afirmava que os "responsáveis da direção de informação facultaram a elementos estranhos à empresa" imagens dos incidentes ocorridos a 14 de novembro.

Na sequência desta polémica, o diretor de informação da RTP, Nuno Santos, anunciou a sua demissão do cargo, rejeitando essa acusação.

Em esclarecimento divulgado após notícias sobre a alegada cedência pela RTP de imagens da manifestação do passado dia 14, a PSP referiu que "não possui, nem nunca teve na sua posse, quaisquer imagens dos operadores televisivos que não sejam as emitidas pelos diversos canais dessas televisões".

Um outro requerimento hoje votado, do PCP, visava ouvir no Parlamento o ministro Miguel Relvas "sobre a suspensão de funções do ex-Diretor de Informação da RTP" Nuno Santos.

A proposta dos comunistas foi chumbada pela maioria PSD/CDS-PP, indicou Mendes Bota à Lusa.

Nuno Santos manifestou-se hoje "consciente" de que está a "servir de exemplo" para que "o poder político mostre à classe jornalística como se deve 'comportar'", afirmando não subsistirem dúvidas de que foi alvo de "saneamento político" da RTP.

"Tenho consciência que estou a servir de exemplo, como outros serviram no passado, para que o poder político mostre à classe jornalística como se deve 'comportar'", afirmou o ex-diretor de informação da RTP, numa conferência de imprensa em que explicou a sua posição relativamente ao processo disciplinar que lhe foi movido pelo Conselho de Administração da empresa pública, que pode levar ao seu despedimento.

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