Alberto da Ponte diz que inquérito é interno e que pessoas responderam "sob sigilo"

O presidente do conselho de administração da RTP, Alberto da Ponte, afirmou hoje que o inquérito sobre o caso das imagens visionadas pela PSP na empresa é interno e que as pessoas responderam "sob sigilo".

Alberto da Ponte falava aos jornalistas após um encontro com o presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), Carlos Magno, onde apresentou as conclusões do inquérito ao caso das imagens visionadas na RTP pela PSP sobre os incidentes frente ao parlamento, a 14 de novembro.

Questionado pelos jornalistas sobre quem foi o elemento da direção de Informação da RTP que acompanhou os agentes da PSP durante o visionamento, Alberto da Ponte disse que isso "será divulgado na altura oportuna".

O gestor explicou: "Não divulguei o inquérito [apenas as conclusões ao presidente da ERC]. É um inquérito interno e as pessoas que responderam" fizeram-no "sob sigilo".

Alberto da Ponte adiantou que caso a ERC avance com um inquérito, o que Carlos Magno confirmou que sim, "nessa altura a RTP facultará todas as informações que forem solicitadas como é sua obrigação legal e como é sua obrigação ética".

Questionado sobre o destino dos DVD gravados que não saíram das instalações da RTP, o presidente do conselho de administração da empresa adiantou: "É matéria confidencial e não pode ser revelada à luz do inquérito".

O gestor disse ainda que no âmbito deste processo, a administração da RTP "sentiu que não tinham sido preenchidos os processos normais nestas circunstâncias", já que "numa situação de exceção o que é norma é que o conselho de administração tivesse sido consultado, o que não foi".

Para Alberto da Ponte, o visionamento das imagens não podia ter sido feito da maneira como decorreu, nem com as condições em que foi feito.

O diretor de Informação da RTP, Nuno Santos, demitiu-se a 21 de novembro, negando ter facultado "a elementos estranhos à empresa", como afirmou a administração, imagens dos confrontos entre a polícia e manifestantes, em frente ao Parlamento, a 14 de novembro, dia da greve geral.

A administração da RTP abriu um inquérito, que concluiu que Nuno Santos autorizou a PSP a ver as imagens dos incidentes de 14 de novembro.

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