Uma rádio que não toca só a diva

Criada há um ano, tendo sido inaugurada no dia em que se completavam dez anos sobre a morte de Amália, a rádio lisboeta tem na fadista portuguesa o seu maior trunfo. "Temos tudo o que foi publicado e gravado pela Amália. Duvido de que haja alguém que tenha um disco da fadista e que nós não o tenhamos, a não ser que seja uma gravação pontual muito rara no estrangeiro. Mas mesmo assim...", começa por adiantar o responsável.

"Ela é uma parte importante para nós. Toca três, quatro vezes por hora, sempre ao início e ao final da hora e as restantes, durante esse período", diz ao DN o director da estação, Augusto Madaleno, que confessa que o seu disco preferido da diva portuguesa é Amália Fado, editado em 1982, e que conta com temas como Ai Mouraria, Fado Malhoa ou Amália.

Mas não só à maior fadista portuguesa se resume a rádio que tem o seu nome. Na grelha de programação da Rádio Amália, propriedade da Lusocanal de Luís Montez, há também espaço para divulgar novos fadistas amadores. As noites de quarta-feira estão reservadas para isso.

"São pessoas que nunca tiveram oportunidade para gravar um disco. É importante dar a conhecer novos talentos e novos valores. Conheço bem o estado da rádio actualmente e garanto que não há outro programa assim nas rádios", atira o director.

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