TVI rompe com GfK e quer voltar à Marktest

Um mês e muitas polémicas depois, a GfK recebeu hoje a sua primeira machadada no processo de audimetria televisiva. Direção da CAEM reúne-se de urgência esta tarde.

A TVI vai desistir de medir as suas audiências através da GfK e pretende iniciar em breve contactos com a Marktest. A decisão está tomada e foi anunciada pela administradora delegada da Media Capital, proprietária da TVI. Em declarações ao Diário Económico, Rosa Cullell afirma que a estação não vai continuar com a GfK "porque não se pode trabalhar assim".

"Em Fevereiro dissemos à GfK e aos associados da CAEM que o sistema não estava a funcionar e precisava de mais tempo para estabilizar. Ficou a promessa que isso ia mudar no mês de Março. Mas chegámos ao fim do mês e temos um sistema igual ou pior. Não tenho nada contra ninguém e não vamos sair da CAEM. Mas não vamos continuar com a GfK porque não se pode trabalhar assim", afirmou a administradora.

A surpreendente decisão chega quase no fim do primeiro mês de atividade da GfK, a empresa que ganhou o concurso lançado no ano passado pela Comissão de Análise de Estudos de Meios (CAEM), que reúne operadores televisivos, agências de meios e anunciantes. No concurso técnico, a GfK ficou classificada em último lugar, mas acabou por ser escolhida, com o acordo unânime de todos os participantes, por razões financeiras - era a que apresentava a proposta mais barata.

Em Março, porém, desde que o painel começou a medir oficialmente as audiências televisivas, registou-se uma série de erros (de audiências zero em determinados horários, a atrasos na divulgação de resultados, até ao súbito desparecimento de 1,5 milhões de espectadores no último domingo), que levou, de resto, a RTP, há duas semanas, a exigir à CAEM que abrisse um processo de auditoria à empresa liderada por António Salvador.

Na sequência da decisão da TVI, que coloca em causa todo o setor, a direção da CAEM anunciou uma reunião de urgência marcarda para esta tarde.

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