Sindicato dos Jornalistas repudia intenção do Publico "sacrificar" os seus trabalhadores

O Sindicato dos Jornalistas repudiou hoje a intenção do Público sacrificar os seus trabalhadores, cortando-lhes salários e colocando 21 em regime de 'layoff', quando há uma semana a Sonaecom anunciou lucros recorde de 57,1 milhões de euros.

O sindicado sublinhou que a decisão comunicada ontem pela administração do Público à comissão de trabalhadores do jornal de proceder a cortes de dois milhões de euros no próximo ano, metade desta verba através de uma redução com custos de pessoal, acontece poucos dias depois da Sonaecom reportar um crescimento de 92,3 por cento dos resultados líquidos relativamente aos três trimestres do ano passado.

Em comunicado enviado às redacções, o sindicato sustenta que os custos com pessoal do setor 'online' e 'media' da Sonaecom - que inclui o portal Miau.pt (2,72 milhões de euros nos três primeiros trimestres deste ano) - "representam menos de 1,5 por cento dos custos operacionais da empresa". Considera ainda o Sindicato que as medidas anunciadas em relação ao jornal "só podem ser entendidas como uma forma de a empresa se financiar à custa dos trabalhadores e da Segurança Social para aumentar os seus lucros".

"Ao colocar 21 trabalhadores em regime de suspensão do contrato de trabalho, a Sonaecom transfere para a Segurança Social grande parte (70 por cento) do encargo com as suas retribuições - aliás, reduzidas a dois terços - obtendo assim um financiamento indirecto para a operação de reequilíbrio financeiro do "Público", sem beliscar os elevados lucros do grupo", acusa o sindicato.

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