Prémios à administração seriam injustos nesta conjuntura

Os administradores do grupo Impresa não receberam qualquer remuneração variável em 2010 porque "a média de objectivos" não foi atingida, com a empresa a realçar que seria injusto atribuir prémios na conjuntura económica actual.

"No momento em que têm sido pedidos sacrifícios aos quadros do grupo e numa conjuntura económica difícil, a Impresa não considerava justo atribuir remunerações variáveis ao conselho de administração, pelo que decidiu traçar objectivos já de si muito ambiciosos para que as remunerações variáveis sejam apenas atribuídas em resultados contabilísticos excepcionais", declarou fonte oficial da Impresa à agência Lusa.

Em nota publicada hoje na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo de media liderado por Pinto Balsemão assinala que "de acordo com o modelo de remunerações estabelecido, para se atribuir remuneração variável aos administradores executivos é necessário atingir 90 por cento da média ponderada dos objectivos definidos", o que não sucedeu.

Em declarações à Lusa, fonte oficial do grupo realça que "apesar de a Impresa ter conseguido aumentar os seus lucros em 29,2 por cento, as suas receitas consolidadas em 7,1 por cento, superando a média do mercado, e reduzir a sua dívida em 18 milhões de euros, estas excelentes metas alcançadas não justificam remunerações variáveis para o Conselho de Administração no momento em que vivemos".

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