Plano de reestruturação da RTP prevê sinergias com Lusa nas redes regionais e internacionais

O plano de sustentabilidade económica e financeira da RTP, hoje aprovado pelo Governo e apresentado pelo presidente da empresa, prevê a criação de sinergias com a agência Lusa nas redes de correspondentes regionais e internacionais.

Ao longo de mais de uma hora, o presidente da RTP, Guilherme Costa apresentou o plano da futura RTP e respondeu às questões dos jornalistas, destacando que o plano tem três eixos de actuação, que demominou de três 'R' - reduzir as ineficiências remanescentes da RTP; Reconfiguração da actividade e serviços e Reestruturação financeira. Dentro da reconfiguração das actividades, o presidente do grupo de media público destacou que a RTP iria manter algumas delegações nacionais e internacionais, mas que o plano também previa sinergias com a agência noticiosa Lusa.

"Chegámos à conclusão que o conjunto de delegações regionais nos países africanos de língua portuguesa e internacionais, mais o conjunto de correspondentes, em alguns casos com duplicação em correspondentes de televisão e da rádio, era um custo excessivo para a RTP", afirmou. Além disso, chegaram também "à conclusão que havia uma grande redundância relativamente à localização com a rede de delegações da Lusa".

Nesse sentido, adiantou, neste momento o que está a ser feito é "ver como é que estas duas redes podem trabalhar em conjunto", mesmo nos casos "em que apesar de tudo se resolva manter alguma autonomia das redes". A título de exemplo, Guilherme Costa salientou que do ponto de vista de redes internacionais, a RTP conta ter delegações em Bruxelas, Washington, Madrid, São Paulo e Luanda. "Contamos ter nestas [cidades] no quadro de partilha de instalações e funções com a agência Lusa", adiantou, escusando-se a adiantar mais detalhes, uma vez que primeiro "é preciso chegar aos finalmente e depois é preciso que todas as pessoas interessadas tenham conhecimento dessas decisões".

Segundo o presidente da RTP, em qualquer dos casos a empresa trabalhará com uma integração de delegações de televisão e de rádio". Nesse sentido é preciso analisar o "que pode ser mantido e o que pode ser trabalhado num quadro de prestação de serviços mútuo entre a RTP e a Lusa". Guilherme Costa sublinhou ainda que neste âmbito, o "princípio é que a Lusa é que presta serviços à RTP". Entre os outros pontos do eixo de reconfiguração de actividades, Guilherme Costa destacou ainda a alienação de um dos canais, a autonomização de todas as actividades de produção e distribuição numa só empresa de capitais mistos, com a RTP a ter uma posição maioritária, e a autonomia dos centros regionais da Madeira e dos Açores.

Neste último caso, também a RTP terá a maioria do capital destas empresas, que irão ter autonomia financeira e de fundos públicos na prestação da sua actividade.

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