Plano de reestruturação da RTP aprovado na 2.ª feira

O ministro-adjunto dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, reúne-se na próxima segunda-feira com o conselho de administração da RTP para aprovar o plano de sustentabilidade económica e financeira da RTP, que prevê a redução de efectivos.

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que está há um mês na posse do plano de reestruturação da estação pública, já disse que o plano para a RTP vai emagrecer "claramente" a empresa, que gasta mais de um milhão de euros por dia.

Também o presidente da RTP, Guilherme Costa, adiantou que a diminuição de custos na estrutura da empresa "passa sempre pela redução de efectivos", à semelhança do que tem sido feito na Madeira nos Açores.

De acordo com o comunicado, a reunião realiza-se às 14:30 na Presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa.

"A redução de custos passa sempre por reduções de efectivos, mas já temos vindo a fazer essa redução, não só na Madeira e Açores, mas em toda a estrutura da RTP", afirmou na semana passada o presidente da estação de televisão pública numa audição do Parlamento.

O presidente da RTP, que foi ouvido na Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação no sentido de esclarecer os deputados dos vários grupos parlamentares sobre os Centros Regionais da RTP Madeira e RTP Açores, esclareceu que a administração da empresa vai dar continuidade à política de diminuição de quadros iniciada, em 2009, com a abertura programa de rescisões voluntárias.

Guilherme Costa desdramatizou a redução de efectivos levada a cabo pela televisão pública, afirmando que "há três anos que essa redução é feita, sem nenhum drama".

Miguel Relvas adiantou que, em 2012, entre dívida e gestão corrente, a RTP vai custar aos cofres do Estado 550 milhões de euros.

A proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2012 (OE2012) prevê que o grupo RTP seja reestruturado com o objectivo de "realizar uma forte contenção de custos operacionais no decurso de 2012".

De acordo com o documento, a meta é reduzir "significativamente o esforço financeiro dos contribuintes e criar as condições necessárias para o processo de alienação de um canal de televisão público que assegure total respeito pelas regras e condições do mercado".

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