Paulo Portas antecipa fim dos jornais em papel

"Posso estar a ser pessimista, mas acho que os jornais em papel vão desaparecer e não é só cá", afirmou o vice-primeiro-ministro e e antigo jornalista numa conversa com Miguel Esteves Cardoso sobre os anos de 'O Independente'

Gosta de ficar com as mãos tingidas e de ver fotografias impressas em jornais, mas sobre o futuro da informação em papel, Paulo Portas prognostica tempos difíceis. "Posso estar a ser pessimista, mas acho que isso vai desaparecer e não é só cá", declarou o vice-primeiro ministro num encontro, que decorreu este sábado em Lisboa, com Miguel Esteves Cardoso para recordar os tempos do semanário 'O Independente'.

Numa conversa moderada por Catarina Portas, Paulo Portas considerou que "se se olhar para os números de vendas de jornais, percebe-se que há obviamente um problema". Olhar distinto tem o escritor Miguel Esteves Cardoso. "O futuro dos jornais vai passar por eles serem selados, em que ninguém sabe o que está lá dentro. Não se pode ver antes de comprar e que lá está não sai em mais lado nenhum", afirmou, enquanto enumerou as assinaturas digitais de títulos nacionais e internacionais.

Esteves Cardoso e Paulo Portas, diretor e adjunto de o Independente, fundado a 20 de maio de 1988, recordaram os tempos da criação e da elaboração do semanário que marcaria a informação em Portugal, e que chegaria ao fim em 2006. Escritor e governante, que saiu do título em 1995, recordaram, ambições, primeiras páginas, aventuras, curiosidades e também excessos.

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