Google quer banir anúncios pornográficos do 'Blogger'

A multinacional emitiu um comunicado aos utilizadores da plataforma 'Blogger' avisando que os blogues com publicidade pornográfica seriam encerrados a partir de hoje. Os envolvidos expressaram a sua revolta.

Na mensagem, publicada no dia 27 de junho, a Google declara que irá "proibir a monetarização de conteúdos adultos no Blogger. Depois do dia 30 de junho de 2013, iremos aplicar esta política e eliminaremos blogues de natureza adulta que transmitam anúncios a sites pornográficos".

Esta declaração não foi explícita o suficiente, visto que os detentores deste tipo de publicações entenderam que todos os blogues adultos seriam eliminados. A empresa já veio frisar que apenas excluirá as páginas que obtenham lucro com esse tipo de conteúdos.

Como exemplo de um membro insatisfeito, podemos destacar Zoe Margolis, que escreveu no Twitter: "Só tenho três dias para exportar o meu blogue inteiro? Vai-te lixar Google". Também Violet Blue, uma sexóloga americana, decidiu intervir nesta polémica e considerou que a Google iniciou um movimento de política anti-sexual: "É errado", lamentou ela.

A poderosa empresa informática, que começou a explorar o serviço 'Blogger' em 2003, não revelou qual a percentagem de blogues que serão afetados com esta medida. A razão por detrás deste comunicado, também permanece uma incógnita.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?