Controlinveste fala em 11,8% de adesão à greve

Sindicato dos Jornalistas frisa que adesão à greve, contra o despedimento coletivo no grupo, foi "muitíssimo significativa" e atingiu os 90% em alguns títulos. Empresa diz que 90 trabalhadores em 765 paralisaram.

De acordo com os recursos humanos da Controlinveste, que detém o Jornal de Notícias, o Diário de Notícias e a TSF, entre outros, diz que um total de 90 trabalhadores fizeram hoje greve contra o despedimento coletivo, num universo de 765, o que equivale a 11,8%.

Nestas contas, concluída a ronda por todos as marcas e departamentos da Controlinveste, os trabalhadores que aceitaram dispensa de assiduidade (aqueles que estão abrangidos pelo processo de despedimento coletivo) não são considerados como estando em greve.

Segundo os recursos humanos da empresa, a greve está a fazer-se sentir basicamente na área editorial e nesta, na TSF e na Global Imagens. A administração garantiu já que os jornais do grupo deverão chegar amanhã às bancas sem grandes alterações

O Sindicato dos Jornalistas dissera à agência Lusa que a greve, contra o despedimento coletivo de 140 trabalhadores do grupo Controlinveste Conteúdos, chegou aos 90% durante a madrugada e esta manhã na rádio TSF e na Global Imagens.

"Na TSF temos uma adesão muitíssimo significativa com efeitos claros na antena [...] afetando noticiários e a própria programação", adiantou Alfredo Maia, presidente do sindicato, que acrescentou que também os animadores estão a ser substituídos por dispositivos automáticos e música.

"Em relação à Global Imagens, a adesão também é muito significativa (90%), quer no Porto quer em Lisboa, afetando o fornecimento de fotografias ao jornal O Jogo, Jornal de Notícias e Diário de Notícias", frisou ainda Alfredo Maia.

No comunicado lançado quinta-feira, apelando à adesão à greve, o SJ apontava que "o despedimento coletivo de 140 trabalhadores, 66 dos quais jornalistas, assume uma violência e uma dimensão que não há memória nas quatro décadas da democracia portuguesa, pelo que uma forte adesão é essencial para repudiar o despedimento coletivo e a descaracterização dos títulos".

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