'Spiegel' publica por erro obituário de pai Bush

A revista alemã de referência Der Spiegel publicou por erro no seu site um obituário do antigo Presidente George Bush, horas depois de um porta-voz da família ter anunciado a recuperação do seu estado de saúde.

O obituário, com o cabeçalho "Por ocasião da morte do 41º Presidente dos Estados Unidos", referia-se a Bush como um "político incolor" cuja imagem só melhorou quando comparada com a posterior presidência do seu filho, Georde W. Bush.

O artigo estava acompanhado da nota "Publicar só depois de contactar com o redator-chefe" e esteve no site hoje durante alguns minutos, até ser visto por utilizadores do site e depois removido.

"Todas as redações preparam obituários de algumas figuras", disseram responsáveis da Spiegel através de uma mensagem na rede social Twitter, pedindo desculpa pelo "erro técnico".

George Bush, de 88 anos, está hospitalizado em Houston desde 23 de novembro para um tratamento de uma bronquite. Esteve nos cuidados intensivos desde 23 de dezembro até sábado, quando foi transferido para um quarto normal, depois de o seu estado de saúde ter melhorado.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.