"Que se f... Demito-me!", diz jornalista em direto

A repórter do canal do Alasca KTVA 11 News Charlo Greene demitiu-se em direto com a frase "Que se f... Demito-me!", após anunciar que ia dedicar toda a sua atenção à campanha pela legalização da marijuana daquele estado americano.

O momento provocou embaraço na estação de televisão, como é patente pela reação da apresentadora após Greene sair de frente da câmara.

A jornalista apanhou toda a gente de surpresa, no domingo. Após apresentar uma reportagem sobre o comércio de canábis no Alasca, Charlo Greene anunciou ser, ela própria, a promotora da iniciativa.

"Tudo o que ouviram [sobre este assunto] é a razão por que eu, a verdadeira proprietária do Alaska Cannabis Club, tenciono dedicar toda a minha energia na luta pela liberalização e a igualdade - o que começa pela legalização da marijuana aqui no Alasca", disse a jovem perante a câmara.

"Quanto ao meu trabalho aqui, bem, não tenho muita escolha... Que se f... Demito-me!", acrescentou Charlo Greene, que de imediato sai de cena.

A emissão passa então para uma apresentadora que, visivelmente estupefacta, se atrapalha a pedir desculpas aos espectadores.

Charlo Greene explicou mais tarde ao Alaska Dispatch News que visou desta forma chamar a atenção para uma alteração legislativa sobre o uso de canábis para fins medicinais que será votada naquele estado en novembro.

"Queria chamar a atenção para o assunto. Se ofendi alguém, peço desculpa, mas não me desculpo pela escolha que fiz", afirmou.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.