Moniz fala em ataques à Ongoing do Brasil

Vice-presidente aponta para um enredo montado

José Eduardo Moniz está na China, mas soube da notícia publicada na quarta-feira pelo jornal Folha de São Paulo, em que é revelado que a Ongoing está sob investigação do Governo federal daquele país sul-americano. "É um abuso aquilo para que alguma imprensa brasileira tenta empurrar o grupo português de comunicação que ousa sair das nossas fronteiras adoptando a língua como ferramenta principal de trabalho, numa atitude pioneira que rasga horizontes."

O jornal paulista noticiou que o grupo poderá ter usado meios ilícitos para contornar a Constituição brasileira no que respeita ao controlo dos media. "Embora não exerça funções na estrutura da Ongoing no Brasil, estou em condições de afirmar que a sua presença naquele mercado obedece aos ditames impostos pela lei e pela Constituição", disse.

Para Moniz, vice-presidente da Ongoing Media, a situação que se passa no Brasil é clara: "Há grupos instalados que dominam o panorama informativo a seu bel-prazer, há muitos anos, num jogo de interesses impossível de disfarçar."

Moniz diz que não pactua com a injustiça e a mentira. E esclarece: "Quem ataca o grupo português sabe que a realidade é só uma: a Ongoing detém uma participação minoritária de 30% na EJESA." Esta empresa é dona dos jornais O Dia, Meia Hora, Marca BR e Brasil Económico. "O 'pecado' que se diz que ela comete prende-se com um facto que, embora possa parecer relevante, não deixa de se revelar lateral: os restantes 70% são de Maria Alexandra Vasconcellos, cidadã brasileira, casada com Nuno Vasconcellos, por sinal, em regime de separação de bens."

O responsável revela ainda que a gestão da empresa "é assegurada por brasileiros e toda a política editorial, nos seus conceitos e na sua execução diária ,também está a cargo de cidadãos daquele país".

rtp2 O segundo canal vai voltar a apostar na emergência de novos talentos cinematográficos. O programa Fá-las Curtas terá como objectivo colocar estudantes de cinema a realizar curtas-metragens, apresentadas em formato de concurso, apresentado por Filomena Cautela, com 16 equipas - compostas por um argumentista e um realizador - a competir entre si.

Jorge Wemans, director de Programas da RTP2, confia no sucesso deste produto e até já pensa no futuro. "Espero que Fá-las Curtas seja uma longa história", disse ao nosso jornal.

O programa estreia-se em Janeiro e será exibido aos sábados no horário nobre. Filomena Cautela irá mostrar aos telespectadores o making of das curtas-metragens, que terão a duração de dois minutos. A avaliação dos trabalhos será feita por Joaquim Leitão e João Graça Borges.

A equipa vencedora terá um prémio no valor de dez mil euros para investir na realização de uma curta-metragem.

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Margarida Balseiro Lopes

Legalização do lobbying

No dia 7 de junho foi aprovada, na Assembleia da República, a legalização do lobbying. Esta regulamentação possibilitará a participação dos cidadãos e das empresas nos processos de formação das decisões públicas, algo fundamental num Estado de direito democrático. Além dos efeitos práticos que terá o controlo desta atividade, a aprovação desta lei traz uma mensagem muito importante para a sociedade: a de que também a classe política está empenhada em aumentar a transparência e em restaurar a confiança dos cidadãos no poder político.