Grande parte das notícias "são rumores perigosíssimos"

Francisco Pinto Balsemão afirmou, quinta-feira, num jantar do Clube Português de Imprensa (CPI) que, actualmente, grande parte das notícias "são rumores perigosíssimos" "provenientes de pessoas que se acovardam".

O presidente do grupo Impresa, que foi homenageado pelo CPI no ano em que comemora 30 anos de existência, acrescentou que as fontes jornalísticas cada vez mais "não gostam de dar a cara" e "inventam factos". Balsemão, que falava sobre o tema da comunicação social e o futuro de Portugal, sublinhou que os media estão "reféns do jornalisticamente correcto" e há que ser inovador nesse aspecto, sem nunca perder de vista as regras deontológicas. Antes do evento, Dinis de Abreu, presidente do Clube Português de Imprensa (CPI), uma entidade que ao longo da história atribui prémios de excelência na área do jornalismo, explicou que este encontro/jantar visou relançar o papel do Clube no debate de ideias no meio jornalístico.

O CPI, que nasceu sob a égide de nomes como José Manuel Barroso, Manuel Dinis de Abreu, Marcelo Rebelo de Sousa, Francisco Pinto Balsemão, Raul Rego, Vítor Cunha Rego, Mário Mesquita, Carlos Barbosa e Vítor Direito, explicou à Lusa, surgiu com a missão de estabelecer pontes entre jornalistas e gestores de empresas jornalísticas. "O objectivo era sobretudo criar um fórum onde jornalistas e gestores pudessem coexistir, conviver, trocar impressões, criando laços que à época não eram comuns", disse. Durante os seus 30 anos de existência, adiantou Dinis de Abreu, o CPI realizou debates, premiou jornalistas pelos trabalhos desenvolvidos em rubricas como reportagem, reportagem fotográfica, e ensaios.

Em 2006, o Clube Português de Imprensa partilhou, com periodicidade quinzenal, o horário das 21:30 da RTP 2 com o Clube de Jornalistas num programa com apresentação de Tereza de Sousa e coordenado por Francisco Azevedo e Silva, que visava relançar o debate sobre as grandes questões que se colocam às sociedades contemporâneas. Um ano depois, o CPI assinou um protocolo de cooperação com a agência Lusa para a promoção e criação de dois novos prémios para o jornalismo em língua portuguesa. O acordo previa ainda a promoção de iniciativas regulares entre as duas entidades, designadamente sobre matérias relacionadas com a lusofonia e a União Europeia.

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