Evocado o "amor insuperável" de João Mesquita à Académica

O presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, lamentou hoje a morte do jornalista João Mesquita, natural da cidade, e evocou o seu "amor insuperável" à Académica.

"O que era significativo na sua ligação a Coimbra era o seu insuperável amor à Académica", disse hoje Carlos Encarnação à agência Lusa, ao expressar a sua "imensa tristeza" com a morte do jornalista.

João Mesquita, de 51 anos, presidente do Sindicato dos Jornalistas entre 1989 e 1993, morreu hoje de madrugada em casa, vítima de doença pulmonar.

Era um indefectível adepto da Académica, tendo lançado em 2008, em parceira com João Santana, o livro "Académica - História do Futebol", além de outros livros relacionados com a "Briosa".

"Foi notável, a todos os títulos, o livro que escreveu", salientou hoje o presidente da Câmara de Coimbra, realçando que a Académica foi para João Mesquita "uma bandeira de vida" e exemplo de "amor a uma causa".

Ao realçar que João Mesquita era "um bom jornalista e profissional", Carlos Encarnação frisou que "Coimbra tem de sentir-se devedora" da sua actuação.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Legalização da canábis, um debate sóbrio 

O debate público em Portugal sobre a legalização da canábis é frequentemente tratado com displicência. Uns arrumam rapidamente o assunto como irrelevante; outros acusam os proponentes de usarem o tema como mera bandeira política. Tais atitudes fazem pouco sentido, por dois motivos. Primeiro, a discussão sobre o enquadramento legal da canábis está hoje em curso em vários pontos do mundo, não faltando bons motivos para tal. Segundo, Portugal tem bons motivos e está em boas condições para fazer esse caminho. Resta saber se há vontade.

Premium

nuno camarneiro

É Natal, é Natal

A criança puxa a mãe pela manga na direcção do corredor dos brinquedos. - Olha, mamã! Anda por aqui, anda! A mãe resiste. - Primeiro vamos ao pão, depois logo se vê... - Mas, oh, mamã! A senhora veste roupas cansadas e sapatos com gelhas e calos, as mãos são de empregada de limpeza ou operária, o rosto é um retrato de tristeza. Olho para o cesto das compras e vejo latas de atum, um quilo de arroz e dois pacotes de leite, tudo de marca branca. A menina deixa-se levar contrariada, os olhos fixados nas cores e nos brilhos que se afastam. - Depois vamos, não vamos, mamã? - Depois logo se vê, filhinha, depois logo se vê...