APAP cria serviço próprio de registo da propriedade intelectual

A Associação Portuguesa das Empresas de Publicidade e Comunicação (APAP) criou um serviço próprio de registo da propriedade intelectual, uma alternativa "simplificada" ao processo de registo na Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC).

"O Safe Work [serviço próprio de registo da propriedade intelectual] é a possibilidade que a APAP criou aos seus associados de depositarem aqui as suas obras criativas. É uma alternativa ao registo no IGAC", disse hoje à agência Lusa secretária-geral da APAP.

De acordo com Sofia Barros, o Safe Work é a "simplificação total do processo de registo".

"Já sucedeu por diversas vezes as agências [de publicidade] queixarem-se de que são surpreendidas por verem 'no ar' ideias apresentadas num concurso que não ganharam. Pode ser coincidência ou a solução lógica para o briefing, mas o desconforto entre as partes surge", referiu.

Após a formalização do registo, a obra é arquivada na APAP, não estando acessível a qualquer outra pessoa ou empresa, a não ser a detentora da sua propriedade intelectual.

"Apesar de o serviço do IGAC funcionar bem, muitas agências de publicidade não o utilizam devido aos inconvenientes inerentes", disse.

Safe Work é reconhecido legalmente como equivalente ao prestado pelo IGAC, embora se diferencie pelo modelo de funcionamento, "que está especialmente vocacionado para o sector da Publicidade".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.