"Governo tem que decidir o que é serviço público"

O presidente da área editorial da Impresa, que detém a SIC, considerou hoje que a decisão sobre o serviço público da RTP compete ao Governo e não aos consultores que elaboraram os modelos sobre o futuro do grupo estatal.

"Os consultores não podem decidir o que é o serviço público. Tem que ser o Governo", afirmou Luís Marques, antigo administrador da RTP, que é atualmente uma das figuras de topo do Grupo Impresa.

O responsável, que participou no congresso "Um Mar de Oportunidades", promovido em Lisboa pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), sublinhou que "está a ser discutida uma solução, sem serem primeiro estudados os princípios" que devem reger o serviço público prestado pela RTP.

"É preciso saber qual o esforço financeiro que os portugueses podem suportar para terem serviço público. São questões políticas, e não técnicas", reforçou, acrescentando que "há contratos assinados pelo Estado com 120 entidades da sociedade civil que não podem ser rasgados".

Luís Marques considerou que "a prestação do serviço público, tal como existe, precisa de dois canais" e que "é quase impossível concentrar este serviço num único canal".

Salientando que "o setor vai viver uma turbulência muito grande nos próximos anos", que, no seu entender, afeta também a atividade dos grupos de media privados.

E concluiu: "Qualquer decisão tem que ser bem ponderada e discutida e, infelizmente, isso não tem acontecido".

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