Futuro director do JN quer "marca popular e de qualidade"

O futuro director do Jornal de Notícias (JN), Manuel Tavares, disse hoje que quer consolidar o diário como "marca popular e de qualidade", apostando numa "relação de proximidade" com a população do norte do País.

No dia em que o Conselho de Redação do JN deu parecer favorável à nomeação do ainda director de O Jogo para assumir a direcção do título da Controlinveste, Manuel Tavares explicou que quer atrair as pessoas que "deixaram de comprar ou que nunca compraram um jornal diário em papel" para que o comprem agora "por verem nele reflectidos os problemas da sua rua, da sua cidade, da sua região". O Conselho de Redacção do jornal deu parecer favorável por maioria, com uma abstenção, depois de ter ouvido o director cessante, José Leite Pereira, e o nomeado pela administração.

O texto, ao qual a Lusa teve acesso, indica que foram obtidas garantias de que o programa do futuro director, assente na lógica de "jornal popular de qualidade e de proximidade", "não representa uma deriva tabloidizante" nem a "descaracterização" da publicação. O Conselho de Redação do jornal encara o programa apresentado como "um esforço de valorização do capital de ligação do JN aos problemas e anseios das populações, especialmente da sua área geográfica de maior influência". "Eu acho que não há jornais nacionais, isso é uma ficção", afirma Manuel Tavares, que acrescenta não querer dar detalhes sobre projetos e ideias concretas por ainda não ter a equipa da direção formada e por ainda não ter tomado posse, evento sem data marcada.

"O JN tem a sua geografia de vendas cá em cima, com alguma penetração em Lisboa. Não conheço nenhum jornal que tenha uma dispersão de vendas que vá de Viana do Castelo a Vila Real de Santo António. Evidentemente, temos a aspiração de vender de Viana do Castelo a Vila Real de Santo António e dedicaremos importância a todas as regiões do país, mas a nossa base social de apoio tem que ser muito bem definida", argumenta o futuro director do JN. Manuel Tavares diz ter como uma das suas ambições para o diário um reforço da convergência entre o 'online' e o papel.

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