ERC quer ouvir Nuno Santos antes de dar parecer

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) só dará o seu parecer sobre a nomeação de Paulo Ferreira para diretor de Informação da RTP depois de ouvir no dia 07 o seu antecessor, Nuno Santos.

"A ERC quer ouvir Nuno Santos antes de dar o seu parecer sobre a nomeação de Paulo Ferreira", disse à Lusa o presidente do organismo regulador, Carlos Magno.

Já a destituição pelo conselho de administração da RTP do ex-diretor-adjunto de Informação, Vítor Gonçalves, será analisada "separadamente", acrescentou Magno, assim como a nomeação de Miguel Barroso para o mesmo cargo, cujo parecer não deverá ser decidido antes de resolvido o "imbróglio" do ex-adjunto de Nuno Santos.

"No caso de Nuno Santos e de Paulo Ferreira, a ERC pediu ao conselho de administração da RTP a carta de demissão de Nuno Santos, temos a carta, o que nos permite avançar isoladamente com a apreciação do parecer relativo a Paulo Ferreira. Mas, mesmo assim, queremos cumprir todas as formalidades e vamos ouvir primeiro Nuno Santos", disse Carlos Magno.

Nuno Santos será ouvido na sexta-feira, dia 07, à tarde na ERC, no âmbito do inquérito iniciado pelo regulador ao caso do visionamento das imagens dos incidentes durante a manifestação de 14 de setembro pela PSP, que levou o ex-diretor de Informação da estação a apresentar a demissão e o conselho de administração da empresa a exonerar os restantes membros da direção de Informação.

No mesmo dia serão ainda ouvidos, no âmbito do mesmo inquérito, o diretor-geral da RTP, Luís Marinho, e o conselho de redação da estação.

A agenda cheia do regulador deverá condicionar a apreciação do parecer sobre a nomeação de Paulo Ferreira, que "poderá não estar concluído antes da próxima semana", de acordo com o vice-presidente da ERC, Alberto Arons de Carvalho em declarações à Lusa.

A ERC tem de dar parecer favorável, e vinculativo, não só à nomeação da nova direção de informação, mas também à destituição da anterior, o que se torna mais difícil, na medida em que o regulador está reduzido a apenas três dos seus cinco membros normais: Raquel Alexandra encontra-se em licença de parto e Rui Gomes em férias, pelo que Carlos Magno, Alberto Arons de Carvalho e Luísa Roseira terão que ser capazes de alcançar unanimidade na decisão que vier a ser tomada, sem a qual o processo de nomeação e, sobretudo, de destituição, não poderá ser consumado.

Nuno Santos, o antigo diretor de Informação da estação pública apresentou a sua demissão, pelo que o problema, na perspetiva da ERC, se resolve com a carta de demissão do jornalista, que Carlos Magno anunciou na segunda-feira ter pedido ao conselho de administração da RTP.

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