Director da RTP/Açores admite dispensa de trabalhadores

O director da RTP/Açores, Pedro Bicudo, admitiu na sexta-feira a dispensa de trabalhadores no centro regional da televisão pública em função do plano de reestruturação da empresa, mas disse desconhecer pormenores sobre o processo.

Pedro Bicudo, que foi ouvido pela Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho da Assembleia Legislativa dos Açores, salientou que, conforme declarações do presidente da RTP, essas dispensas deverão "assentar em processos negociados".

O responsável pela gestão da televisão pública nos Açores disse igualmente desconhecer detalhes sobre como será feita a reestruturação do funcionamento do centro regional, sublinhando não ter sido auscultado, nem conhecer a proposta de reorganização da RTP entregue pela administração da empresa ao Governo.

Pedro Bicudo garantiu, todavia, que apresentou aos administradores da RTP propostas de redução de custos alternativas às avançadas pelo Governo e pela empresa, prevendo a concentração de programação própria em emissões diárias de quatro horas.

O director da RTP/Açores, citando um estudo da Universidade dos Açores, referiu ainda que televisão pública reduziu os custos de exploração no arquipélago nos últimos anos, voltando a alertar os deputados regionais para as limitações colocadas à autonomia de gestão do director regional, de que têm resultado dificuldades causadoras de "desalento".

Na resposta à afirmação do deputado do PSD Clélio Meneses de que a televisão regional tem registado ao longo dos últimos anos uma "degradação que a fragilizou", criando "apetites a quem põe em causa o serviço público", o director da RTP/Açores atribuiu a responsáveis nacionais da empresa os repetidos adiamentos de projectos em várias áreas, mas frisou que "o Conselho de Administração não pode ser directamente responsabilizado por esses atrasos".

Nesta audição parlamentar, a deputada do PS Isabel Almeida reiterou a exigência dos socialistas açorianos de continuação da RTP/Açores com o formato actual e com encargos suportados integralmente pelo Estado.

A RTP Açores tem de continuar a funcionar como serviço público com "canal autónomo e dotado dos meios adequados", financiados pelo Estado, afirmou.

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