Agência Lusa reabre programa de rescisões voluntárias

O conselho de administração da agência Lusa anunciou hoje a reabertura de um programa de rescisões voluntárias para os seus trabalhadores.

"A diminuição do valor de contrato de prestação de serviço noticioso e informativo de interesse público a celebrar entre o Estado e a Lusa (...) bem como as condições de sustentabilidade económica e financeira da agência implicam uma reorganização das estruturas com adequada redução de custos", lê-se numa ordem de serviço assinada pelo presidente do conselho de administração (CA) da Lusa, Afonso Camões.

O Orçamento do Estado para 2013 prevê um corte de 30,9 por cento no contrato-programa entre o Estado e a Lusa para o próximo ano.

A administração da Lusa abriu um programa semelhante em outubro. Desse programa resultou a rescisão por mútuo acordo de 22 trabalhadores da agência, entre os quais 18 jornalistas.

Essa redução nos custos com pessoal, no entanto, "está ainda aquém do nível que garanta a sustentabilidade da agência", segundo a ordem de serviço de Camões.

Este novo programa de rescisões voluntárias estará aberto até ao próximo dia 12. As condições oferecidas pela administração são semelhantes às do programa anterior. Ao contrário do programa de outubro, contudo, o processo está também aberto aos 34 trabalhadores da Lusa em situação de pré-reforma.

O corte no financiamento do Estado tem sido fortemente contestado pelos trabalhadores da agência. Os trabalhadores da Lusa consideram que o corte anunciado vai pôr em causa a qualidade do serviço prestado, e já realizaram uma greve de quatro dias em outubro.

Este anúncio surge um dia após o CA da agência Lusa ter tido uma reunião, considerada inconclusiva, de acordo com a Comissão de Trabalhadores (CT), que hoje se reuniu com o presidente do conselho de administração.

Numa informação enviada aos trabalhadores, a CT disse ter vincado junto do presidente do CA, Afonso Camões, que espera que a "próxima reunião do conselho resulte na aprovação de um orçamento para 2013 que não seja prejudicial para os trabalhadores".

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