"Governo soube das novas direções da RTP pelos jornais"

Gonçalo Reis, presidente da RTP, promete que "não serão as lógicas comerciais a ditar as políticas de programação". "É um compromisso nosso", sublinha.

Nem antes nem depois. O presidente da RTP garantiu ontem ao DN que não informou o governo das escolhas da administração para as direções editoriais da televisão e rádio públicas. "A tutela soube de tudo pelos jornais", deixou claro Gonçalo Reis em declarações exclusivas ao Diário de Notícias.

O gestor afirma que este "é um momento histórico, e talvez inédito, na relação entre a empresa e a tutela". "Pela primeira vez, a decisão foi tomada unicamente pela administração, sem qualquer interferência ou conhecimento por parte do poder político. Isto não é um pormenor, é um assunto de grande importância para o futuro desta empresa", sublinha.

Gonçalo Reis considera que "agora sim", com a entrada em funções dos novos "gestores editoriais" (falta apenas a entrada em funções de João Paulo Baltazar na direção de Informação da rádio pública), "a RTP está pronta para desenvolver o seu trabalho". "Esta é a primeira semana do resto da nossa vida", sublinha Gonçalo Reis, que foi escolhido em janeiro pelo governo para suceder na presidência da empresa pública a Alberto da Ponte.

O responsável desvaloriza as três semanas passadas à espera dos pareceres vinculativos da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, embora reconheça que "teria sido melhor que o processo tivesse sido menos moroso". Mas isso agora, diz, interessa pouco. "O regulador tem os seus tempos e a RTP também tem os seus tempos. E eles são distintos. Normalmente, as empresas têm um sentido de urgência mais acelerado e o regulador tem os seus critérios de análise. E ainda bem que as coisas são assim. É melhor que seja a empresa a ter urgência e o regulador e os seus tempos de análise, do que ser ao contrário", afirma ao DN.

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