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Tempos que marcam

Tiago Correia: "As epidemias não se gerem, antecipam-se e evitam-se"

O especialista em saúde internacional defende que as pandemias devem ser antecipadas porque "quando ganham uma escala como a que esta ganhou torna-se muito difícil garantir a saúde pública sem comprometer a qualidade de vida das pessoas." Tiago Correia, professor e investigador do IHMT - NOVA, espera também que esta pandemia nos obrigue a repensar a "relação intensa e desequilibrada" que temos com a natureza.

Tempos que marcam

Ana Paula Martins: "O confinamento foi o período mais difícil que vivi nos meus 54 anos"

A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos considera que a crise pandémica que atravessamos é "o maior desafio que a Humanidade está a enfrentar nas últimas gerações". Para Ana Paula Martins o confinamento levou-nos a encontrar novas formas de estar e de nos relacionarmos e não foi um período fácil. Uma imagem de 2020 que irá guardar na memória é "a figura do Papa Francisco na Praça S. Pedro, a rezar sozinho, na fase pascal". Sobre o futuro no mundo pós-Covid-19, a bastonária dos farmacêuticos admite que será "um desafio" que terá de ser encarado com "compromisso e confiança".

Tempos que marcam

Francisco Ferreira: "Este é e deve ser um tempo de oportunidade"

O presidente da associação ambientalista ZERO considera que devemos aproveitar este tempo de crise pandémica e as alterações que provocou no nosso dia-a-dia para criar uma nova forma de viver, mais próxima dos outros e mais sustentável. Para o professor universitário "a pandemia deu-nos uma ideia de uma emergência de saúde" que poderá estender-se por "um ou dois anos", mas a "emergência climática é muito, muito mais dramática".

Tempos que marcam

Katty Xiomara: o desejo de que a covid-19 seja a mais efémera das modas

Já em fevereiro Katty Xiomara percebeu que este seria um ano atípico, ao notar que a performance dos showrooms de Tóquio, Hong Kong e Milão estava "próxima de zero". Mal o estado de emergência se impôs, o confinamento não foi um óbice para a criatividade desta designer de moda. "O facto de viver e trabalhar no mesmo espaço ajudou muito." Mas os efeitos da paragem no negócio são impossíveis de negligenciar e a criadora prevê um "hiato de um ano e meio a dois anos", num percurso que se avizinha "difícil". No meio do ruído que terá sido feito por muitas marcas nesta fase, Katty Xiomara destaca a atitude de marcas como a Porto Editora que, não fazendo grande publicidade nesta fase, optaram antes por ajudar as famílias com a disponibilização gratuita do acesso à plataforma de ensino e aprendizagem da Escola Virtual. O presente não alimenta grandes expectativas, mas Katty Xiomara espera que este "grande acontecimento" seja catalisador para mudanças positivas ao nível social e político.

COVID-19

Guilherme Duarte: "O que vai ficar é a ingenuidade de pensarmos que isto ia mudar alguma coisa"

O humorista considera que a crise pandémica que atravessamos se caracteriza pela incerteza desta "nova normalidade". Em termos profissionais Guilherme Duarte destaca o impacto negativo da impossibilidade de realizar espetáculos ao vivo e considera que a memória que irá perdurar é a ingenuidade com que acreditámos que tudo poderia vir a ser diferente. Para o humorista, as consequências da pandemia - quer em termos de saúde pública, quer em termos económicos - ainda se vão fazer sentir no futuro próximo.

Tempos que marcam

Luís Alves. A resiliência que marca os tempos de pandemia de um agricultor

Em 10 hectares de quinta no meio da cidade, Luís Alves, sentiu-se um privilegiado para quem o "confinamento" foi muito menos claustrofóbico do que o do comum cidadão. Agricultor e responsável pelo projeto "Cantinho das Aromáticas" em Vila Nova de Gaia, revela-nos que a adversidade é uma constante na vida de um agricultor. A pandemia foi mais uma. Mas confessa ter enfrentado estes tempos com uma grande dose de esperança. A esperança de que esta paragem tenha resultado numa reflexão generalizada e para uma nova atitude perante o futuro, que passe pela mudança de mentalidades até face à agricultura, onde a produção local passe a estar cada vez mais ao alcance do consumo local. Pois como ele mesmo diz, "quando o agricultor não planta, a cidade não janta". Este vídeo faz parte de uma nova série, às terças e sextas no DN.

Tempos que marcam

Liliana Tavares. Os olhares que marcam na linha da frente

TEMPOS QUE MARCAM. Na linha da frente do serviço de doenças infecciosas do Hospital de São João, Liliana Tavares foi um dos rostos escondidos por trás de cogulas, máscaras e óculos, protegida por uma espécie de escafandro contra o Covid19. Neste mergulho pelos tempos que vivemos vem à tona o que marca: a incerteza, a esperança e a entrega total a uma luta sem tréguas contra o vírus. Para ela, a "Glovo" e a "Uber Eats" são as marcas que se destacam num tempo onde o confinamento foi incontornável. Este vídeo faz parte de uma nova série , às terças e sextas no DN.

Joaquim Manuel Silva:

"Há muitas denúncias falsas [de violência doméstica e abuso sexual]"

"Muitas vezes é usada a "bomba atómica" [da denúncia de abuso sexual e violência doméstica] para tirar partido", e assim tentar impedir o outro progenitor de ter acesso aos filhos, em caso de divórcio. O alerta vem de Joaquim Manuel Silva, o juiz de família e menores do Tribunal de Mafra que fixa residências alternadas em mais de metade dos casos que acompanha. São "mais as mães" que recorrem a esse argumento e cabe ao magistrado avaliar os indícios para poder decidir. Se forem provados, o outro progenitor "nem sequer tem visitas". [veja o vídeo da entrevista em cima] Entrevista [...]

Passo muito tempo no trabalho

Sónia Morais Santos e as mães que vivem com sentimentos de culpa

"Eu não gosto de brincar com os meus filhos. Faço um frete." Há onze anos, quando Sónia Morais Santos escreveu isto pela primeira vez no blogue Cocó na Fralda, não fazia ideia que tanta gente se iria rever naquelas palavras. Para a jornalista, este e outros sentimentos de culpa continuam a perseguir muitas mulheres. Do tempo que passam no trabalho ao facto de não amamentarem ou não terem tido um parto natural, há angústias comuns a muita gente. Entrevista de Paulo Farinha