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Sónia Balacó para além de ser atriz e modelo é poeta.
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Poesia. O lado B da atriz Sónia Balacó

Anda sempre acompanhada de um caderno e uma caneta não vá um pensamento ou uma ideia se perder. E não são raras as vezes que pára no meio da rua para escrevinhar. Poesia, sobretudo. Este é o lado B da atriz e modelo Sónia Balacó. A poesia que tanto gosta e a que a acompanha desde que se lembra. "Não sei o que é viver sem escrever poesia. Era uma miúda estranha muito solitária, não me dava com os outros miúdos, e a escrita surgiu desse espaço de solidão e aborrecimento", conta ao DN. Era aí nesse espaço de aborrecimento que inventava e escrevia histórias, peças de teatro e, claro, a poesia, pela necessidade de fotografar com palavras "a descoberta de um lugar novo na minha cabeça". Não gosta de seguir temáticas pré-definidas, prefere a liberdade absoluta da página em branco e na possibilidade de experimentação. "Acredito que o poema vem antes da palavra, é um encontro que existe com algo invisível, e a poesia é a tentativa de captar esse momento", explica a atriz que é rosto frequente em editoriais de moda, na televisão e no cinema - recentemente participou em Variações (2019) de João Maia e Ordem Mural (2020) de Mário Barroso. Sobre autores preferidos há um rol, mas Fernando Pessoa é o primeiro que refere.