urgências hospitalares

Miguel Oliveira e Silva defende que é preciso investir mais na área da ginecologia e obstetrícia.

Entrevista a Miguel Oliveira e Silva

"ARS e ministério falharam na prevenção da crise nas urgências"

É médico obstetra no Hospital Santa Maria, professor catedrático de Ética Médica na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e foi o primeiro presidente eleito do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, de 2009 a 2015. Mas o currículo não termina aqui. Entre 2018 e 2019, foi vice-presidente eleito do departamento de Bioética do Conselho da Europa e é autor de muitas obras sobre questões da saúde sexual e reprodutiva e bioética. Ao DN aceitou falar sobre a crise nas urgências da sua área, defendendo que poderia e deveria ter sido evitada e que o problema da natalidade exige que sejam tomadas medidas que deem segurança aos utentes quanto à forma como se processam os cuidados pré-natais no país.

Hospitais

"Utentes preferem esperar 6 horas na urgência a voltar ao centro de saúde"

A afluência às urgências está a regressar aos números pré-pandemia. Tal como antes, a maioria das situações, cerca de 40%, é injustificada e vão desde dores musculares a problemas de pele, capilares (caspa), alergias a febre. A diretora do Serviço de Urgência Polivalente do CHULC, diz que tal acontece por "uma questão cultural. Falta de literacia para a saúde".