transgéneros

Guadalupe Amaro tem 25 anos e nasceu numa família "pobre e conservadora, metade refugiados africanos

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"Dizem para 'deixarmos as crianças em paz'. Mas as crianças não estão em paz"

Uma grande parte da vida - passada na conservadora Chamusca - não soube o que se passava com ela. Agora sabe: é uma mulher trans e quer fazer a cirurgia de redesignação de género. Para a ajudar a pagar, mil pessoas doaram, em três dias, 15 mil euros. Um milagre de amor que a deixou "sem glândulas lacrimais" - mas que, lembra, não pode ser a solução para o direito à saúde das pessoas como ela.

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Nesta sociedade só há lugar para marias-rapazes

514 pessoas mudaram o nome e o sexo no registo civil desde que a lei portuguesa o permitiu, em 2011. São transgéneros, não se reconhecem no corpo com que nasceram, o que em geral manifestam cedo. Mas as mulheres trans são mais reprimidas do que os homens trans. Sofrem dupla discriminação, sentem os próprios e confirmam os investigadores. Nova lei é votada na sexta-feira (texto publicado originalmente a 31 de março)