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Videomapping, a incrível experiência de mergulhar numa obra de arte

Entender a forma de olhar e interpretar o mundo do artista francês é um dos objetivos da exposição "Monet: a experiência imersiva", no Centro de Artes Visuais Ideal de Barcelona. Através de projeções de grande formato em 360 graus (com 30 projetores laser) e de simulações de realidade virtual, os visitantes podem não só entrar nos quadros do pintor, como também viajar até aos lugares mais importantes da sua biografia. A proposta desta exposição encaixa perfeitamente no triângulo "arte, ciência e tecnologia" que Jordi Sellas, diretor do centro, aponta como pedra angular da filosofia de trabalho do Ideal.Nesta mesma intersecção, encontram-se as obras do coletivo Ouchhh, com sede em Istambul, as quais, explica Sellas, procuram mostrar "como os zeros e uns, os bits, se podem transformar em algo físico, quase orgânico". Para a sua exposição imersiva POETIC AI, o coletivo selecionou cerca de 20 milhões de linhas de texto extraídas de diferentes livros e artigos escritos por cientistas de grande relevância e introduziu-as num sistema de inteligência artificial. Este software criou um novo discurso através de big data em tom poético que pode ser projetado em 3D. O coletivo Ouchhh, cujas obras foram expostas nos principais festivais e encontros artísticos digitais do mundo, caracterizou-se em todos os seus trabalhos pelo seu espírito multidisciplinar e pela sua capacidade de conjugar formatos e plataformas como a escultura cinética, o video mapping ou o 3D.Natalia Sprenger mergulhou em ambas as exposições e comprovou se, como assegura Sellas, o centro Ideal é um modelo do futuro que espera o cinema e os museus.Entrevista e edição: Natalia Sprenger | Maruxa Ruiz del Árbol | Ainara NievesTexto: José L. Álvarez Cedena

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Aplicações pensadas para que nada nos tire o sono

Se mantivermos uma média de oito horas de sono (entre seis e oito por dia para um adulto), passaremos mais de um quarto de século a dormir, nada menos do que um terço das nossas vidas. Um tempo que não é, de todo, um desperdício. Durante o sono, ocorrem funções imunológicas, endócrinas, de aprendizagem e de memória, recuperam-se energias e descontraem-se os músculos. Dormir ajuda a consolidar as novas recordações e a atualizar as antigas. De algum modo, o nosso cérebro sabe o que é importante para o nosso equilíbrio mental e o que é melhor descartar através do esquecimento. Doenças como a ansiedade ou a depressão estão, por vezes, relacionadas com maus hábitos de sono. Por isso, é fundamental dormir o suficiente e dormir bem.Nos últimos anos, surgiram algumas aplicações e dispositivos tecnológicos para nos ajudar a fazer algo que devia ser tão natural como beber ou comer e que, no entanto, com o ritmo acelerado da sociedade ocidental, se está a tornar num problema que afeta cada vez mais pessoas. De facto, segundo a Sociedade Espanhola de Neurologia, entre 20% e 48% da população adulta sofre, em algum momento da sua vida, de dificuldades em iniciar ou manter o sono. Entre estas invenções pensadas para nos ajudar a ter um sono de qualidade, incluem-se um dispositivo que pode ser colocado na testa, um tapete e uma almofada inteligente, todos eles ligados a aplicações móveis. América Valenzuela foi experimentá-los e analisou os seus resultados com Celia García Malo, uma neurologista especialista em sono.Edição: Azahara Mígel | Ainara NievesTexto: José L. Álvarez Cedena