SNS

Entrevista à presidente da FNAM

"Com vontade política não é difícil responder a exigências dos médicos"

Os sindicatos médicos voltam a sentar-se esta tarde à mesa das negociações com o Ministério da Saúde. Joana Bordalo e Sá, a nova presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), diz ao DN que tem esperança nesta negociação, querendo acreditar que o seu sindicato "não será obrigado a tomar posições mais gravosas que não são do interesse de ninguém". Em cima da mesa, está a discussão de temas que os médicos consideram que ao longo da última década degradaram o SNS, como a revisão das carreiras e grelhas salariais, o horário base e tempos de descanso e a organização dos serviços.

Luís Soares

Os desafios do SNS

Se há conquista de que nos (Portugal) devemos orgulhar é a da construção do Serviço Nacional de Saúde, em 1979. Em 45 anos registámos um enorme aumento da esperança média de vida dos portugueses e uma redução significativa da taxa de mortalidade, especialmente a infantil. Construímos no território nacional uma ampla rede de prestação de cuidados. Desenvolvemos uma resposta para todos os cidadãos, independentemente da condição financeira de cada um. Não só para os mais pobres, mas para todos os que, querendo e podendo recorrer a sistemas privados, têm sempre no Serviço Público a melhor resposta para as suas necessidades, dada a complexidade da sua doença ou a exclusão de tratamentos pelo clausulado de uma qualquer apólice.

Serviço Nacional de Saúde

Diretor clínico do Santa Maria quer Medicina Interna valorizada

É das especialidades "absolutamente essenciais" num hospital, mas foi a que ficou com mais vagas em aberto no processo formativo de 2023, nomeadamente em dois dos maiores hospitais do país. O diretor clínico de Santa Maria diz que é um alerta para o sistema de saúde e defende a criação de um estatuto próprio para o internista nos hospitais.

Unicórnio ou Minotauro?

A visão dos jovens médicos para a saúde em 2040

A Ordem reuniu 24 jovens médicos, homens e mulheres, do internato geral e da especialidade, que estarão em plena atividade daqui a 18 anos, para que refletissem e debatessem o futuro da Saúde e do SNS. E estes chegaram a uma conclusão: tanto podemos estar a viver um Cenário Unicórnio (positivo) como um Cenário Minotauro (negativo). Tudo depende das medidas que agora forem tomadas e da capacidade de se fazer e bem.

Função Pública

Greve. Saúde será dos setores mais afetados

É mais uma greve nacional decretada pela Frente Comum, estrutura que integra a CGTP-IN. Quem está no terreno prevê que o setor da Saúde seja dos mais afetados, com "muita atividade programada a ter de ser adiada, porque a insatisfação é transversal a todas as classes profissionais do SNS", disseram ao DN. Mas é a primeira greve nacional com que a nova equipa do Ministério da Saúde vai ter de lidar. Ao todo, no SNS, são 146 mil os trabalhadores que podem aderir ao protesto.

Direção Executiva

Dois médicos, um financeiro, uma enfermeira e uma gestora no SNS

O CEO da Direção Executiva do SNS já escolheu as cinco pessoas que vão trabalhar consigo durante um mandato de três anos. O DN sabe que todas aceitaram o convite e que o médico Francisco Goiana da Silva, atualmente gestor da área de parcerias estratégicas da Google, deixa Londres para regressar a Lisboa e abraçar esta nova função. Fernando Araújo só aguarda agora que os nomes dos cinco profissionais sejam levados a Conselho de Ministros para a equipa começar a trabalhar.