saúde pública

Entrevista diretora da Escola Nacional de Saúde Pública

Carla Nunes: "Medida mais difícil é o evitar familiares e amigos"

A Escola Nacional de Saúde Pública faz, desde o início da pandemia, a avaliação do comportamento dos portugueses e das suas perceções. E, ao fim de um ano, sabemos que o que ainda é mais difícil de cumprir é o afastamento dos outros. O resto, o estado mais ou menos de saúde global e de saúde mental, a confiança nos serviços de saúde ou no governo, vai oscilando conforme o controlo ou não da doença. Para o futuro, a diretora da ENSP espera que a saúde pública tenha espaço para fortalecer as suas competências e dimensão.

Covid-19

Cadeias de transmissão sem controlo

O confinamento já é dado como inevitável, mas o presidente da Associação dos Médicos de Saúde Pública diz que não basta. É preciso o reforço de recursos humanos prometido para se travar cadeias de transmissão, pois "só assim se evita mais infetados". Na medicina intensiva, o médico Pedro Póvoa defende o confinamento, não pelo SNS, mas para que as pessoas sejam bem tratadas.

Covid-19. Entrevista a Ricardo Mexia

"Não é com conferências de imprensa que controlamos a doença"

Portugal ultrapassou os cem mil casos de covid-19 esta semana. A pandemia está numa fase ascendente, como noutros países da Europa. Quem está no terreno não duvida do que aí vem será pior do que a primeira fase. E o presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, Ricardo Mexia, diz ser "exasperante" andar há sete meses a dizer o mesmo e "a resposta ser nula" em relação aos recursos nesta área. "Se a Saúde entrar em rutura, o país vai ter de fechar".

Exclusivo

Covid-19

Estratégia de desconfinamento falhou. É preciso revê-la agora

Na semana em que o primeiro-ministro António Costa admitiu. que o país não aguentará mais um confinamento como o que tivemos, o DN pediu a quatro especialistas portugueses que explicassem aos leitores a sua visão sobre o que correu bem, o que falhou e o que é preciso fazer para se evitar o que tantos já anunciam: "O pior vai chegar no outono e no inverno." E para os quatro, Constantino Sakellarides, Aranda da Silva, Victor Ramos e Manuel Lopes, que se distinguem pelas funções na área da saúde e do medicamento, o momento de agir é agora.