Rosália Amorim

Rosália Amorim

Escrutínio. A montanha não pode parir um rato

Escrutinar é um verbo bem conhecido dos jornais, da Justiça e que deveria também ser dominado pelo governo na escolha dos elementos que o compõem. O primeiro-ministro, António Costa, já enviou carta ao Presidente da República a propor um mecanismo de escrutínio e verificação no processo de indicação de governantes, mas (até à hora de fecho desta edição) ainda não revelou detalhes acerca do mesmo. Costa remeteu todas as explicações para hoje, no Parlamento.

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158 anos de notícias e liberdade para intervir

O que faz do dia de hoje e desta edição um marco especial não é apenas o facto de se assinalarem, a 29 de dezembro, os 158 anos de nascimento do Diário de Notícias ou de trazermos à estampa um número com o dobro das páginas habituais e repleto de convidados especiais. O que faz deste dia uma ocasião verdadeiramente especial e cheia de simbolismo é o facto de o Diário de Notícias ser publicado de forma ininterrupta há mais de um século e meio.

Rosália Amorim

Espólio do DN reaviva o 1.º de Dezembro

O feriado de 1 de Dezembro foi suspenso em 2012, talvez já poucos se lembrem disso, mas, na época, criou forte indignação. O objetivo da suspensão, aprovada pelo governo de Pedro Passos Coelho, era o de "acompanhar, por esta via, os esforços de Portugal e dos portugueses para superar a crise económica e financeira que o país atravessa", sendo que outros três feriados foram também cancelados - Corpo de Deus, 5 de Outubro, e 1 de Novembro. Em tempos de crise, Passos Coelho teve coragem em muitas medidas, mas neste caso não só criou tensão social desnecessária, crispando ainda mais o povo, como os resultados concretos foram poucos ou nenhuns. Em 2016 todos os feriados foram repostos.

Rosália Amorim

Para os desportos e para os grandes líderes "não há impossíveis"

Todos os olhos estão hoje colocados numa bola. Mas o desporto não é só futebol. Vale a pena lembrar que este mês Portugal já se qualificou para o Mundial de Râguebi. A seleção nacional da modalidade empatou (16-16) no último segundo do jogo com os Estados Unidos e qualificou-se para o próximo Mundial, decorrerá em França em 2023. É a segunda vez que a seleção portuguesa estará presente na fase final do torneio intercontinental. Venceu o espírito de lobo! Parabéns à seleção nacional de râguebi pelo seu percurso, pela sua luta e tentativa de abrir espaço mediático quando caminha lado a lado com outros desportos gigantes.

Rosália Amorim

Ventos de Espanha a favor no crédito à habitação

O governo espanhol anunciou um pacote de medidas negociadas com as associações de bancos para aliviar o pagamento de empréstimos à habitação por parte dos agregados familiares especialmente afetados pela subida das taxas de juro. Espanha quer ir mais longe do que foi Portugal. O acordo com a banca, aprovado ontem em Conselho de Ministros, aplica-se a um universo superior a um milhão de famílias, que representam cerca de um terço dos 3,7 milhões de hipotecas indexadas à taxa Euribor, com juros variáveis, segundo informação prestada pelo executivo do país vizinho.

Rosália Amorim

Banca. O perdão, os lucros e a prudência

Recessão, resiliência ou sobrevivência? 2022, o ano da guerra. Este foi o tema que reuniu os banqueiros para discutir o estado do setor financeiro em Portugal e o que se antevê para o próximo ano, numa iniciativa editorial do DN, Dinheiro Vivo e TSF. Em 2022 já sabemos com o que contamos: alta inflação, subida das taxas de juro e, logo, do crédito à habitação, elevados custos com a energia, mas também proveitos (nalguns casos recorde) da banca. Ontem à tarde, foi a vez de a Caixa Geral de Depósitos apresentar os seus resultados, com lucros de 692 milhões até setembro e a intenção de distribuir o maior dividendo de sempre. Os bancos arrumaram a casa nos últimos exercícios e recuperam agora da pandemia. No caso da CGD, a redução das imparidades, a venda de ativos e ainda a atividade internacional explicam o crescimento de 61% dos lucros do banco público.

Rosália Amorim

Guerra da pandemia vai juntar-se à guerra de Putin?

O inverno aproxima-se e além do tormento do conflito na Ucrânia, de um eventual racionamento de energia, alta da taxa de inflação e subida sucessiva das taxas de juro, podemos viver, nos próximos meses, uma "pandemia tripla", como alertam os entrevistados de hoje no DN, Patricia Akester e Filipe Froes. A especialista em Direito e o médico pneumologista, que ocupou a função de coordenador do gabinete de crise covid-19 da Ordem dos Médicos, deixam alertas para a preparação que vai ser exigida nos meses frios.

Rosália Amorim

Santos, Finados e preocupados

Quase três anos depois do início da pandemia, o povo português volta aos cemitérios para lembrar os seus mortos, oferecendo flores e orações aos antepassados, sem restrições, mas com novas preocupações. Hoje é Dia de Finados e, por esta altura do ano, estes espaços enchem-se de famílias que homenageiam as vidas que nos inspiraram. Cada um de nós é um pedaço das suas avós e seus avôs, das mães e dos pais e tantos outros. Recordar o que viveram, experienciaram, construíram é parte do presente e pode inspirar-nos para o futuro.