Rosália Amorim

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Rosália Amorim

Produzir mais e melhor, sem complacência

António Horta Osório esteve há poucos dias em Lisboa para vários eventos, um dos quais assinalou os 40 anos do FAE - Fórum de Administradores e Gestores de Empresas. É um banqueiro com larga experiência, líder do Lloyds Bank em Inglaterra. Consegue analisar a realidade portuguesa com a emoção de um nacional mas também com a frieza de um gestor internacional que vive fora do seu país. Por isso, apesar do crescimento da economia portuguesa registado nos últimos anos, alerta para vários indicadores que ainda são preocupantes e que precisam de atuação política e empresarial imediata.

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Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

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Opinião

África: Menos paternalismo, mais realismo

"A Europa deve olhar África sem paternalismo", disse ontem Durão Barroso no EurAfrican Forum, que decorreu no Estoril. Numa tentativa de aproximar a África e a Europa, o ex-presidente da Comissão Europeia - por sinal uma figura muita respeitada em Angola e na África em geral, pelo menos desde os Acordos de Bicesse (promovidos por Barroso enquanto secretário de Estado dos Assuntos Externos e Cooperação, em 1990) - quis deixar no ar as palavras que espelham a sua experiência na relação com os países do sul, que tanta vezes apelidamos de "irmãos".

Opinião

Avanços e recuos

Women, Leading the Way in Brussels é o título do livro que foi apresentado ontem na biblioteca da Assembleia da República, em Lisboa. As autoras, Cláudia de Castro Caldeirinha e Corinna Hörst, reuniram depoimentos de 14 executivas que fizeram carreira em instituições internacionais e europeias e que contam a dificuldade em crescer e liderar num mundo de homens, os processos de tomada de decisão na Europa, partilham experiências e dão conselhos do que fazer e também do que não fazer num cargo de liderança. Deixam ainda várias sugestões úteis para ajudar cada leitor a criar organizações mais inclusivas. O tema não poderia ser mais oportuno. A OCDE acaba de revelar que nos 28 países da União Europeia, em que há dados disponíveis, as mulheres ocuparam 35,3% dos cargos administrativos mais altos dos governos nacionais em 2016, um aumento de apenas 5,1% face a 2013. Num segundo nível de responsabilidade, as mulheres ocuparam 41,1% dos cargos públicos, o que se traduz numa subida de apenas 2,5% face aos três anos anteriores.

Opinião

Falta cumprir-se Portugal!

Morreu ontem Júlio Pomar, um dos grandes artistas plásticos portugueses, com 92 anos. Uma grande figura da pintura portuguesa, que logo no início da carreira se distinguiu pelo estilo neorrealista associado a um movimento de militância política, empenhado na transformação social e na luta contra a ditadura. A triste notícia do falecimento chegou poucos dias depois da edição da ARCO em Lisboa, que enaltece, todos os anos, a qualidade da arte e da cultura.