Rosália Amorim

Opinião

Incertezas e contorcionismo

A nota de conjuntura do Fórum para a Competitividade relativa ao terceiro trimestre inquietou vários economistas ontem, ao ser divulgada. A economia portuguesa manteve um crescimento homólogo de 1,9%, mas com uma desaceleração trimestral de 0,6% para 0,3%. Mais, a qualidade do perfil de crescimento mostra deterioração, no mesmo período, com a aceleração do consumo privado, de 2% para 2,3%, e desaceleração do investimento de 10,5% para 8,8%. São demasiadas desacelerações juntas.

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Rosália Amorim

Produzir mais e melhor, sem complacência

António Horta Osório esteve há poucos dias em Lisboa para vários eventos, um dos quais assinalou os 40 anos do FAE - Fórum de Administradores e Gestores de Empresas. É um banqueiro com larga experiência, líder do Lloyds Bank em Inglaterra. Consegue analisar a realidade portuguesa com a emoção de um nacional mas também com a frieza de um gestor internacional que vive fora do seu país. Por isso, apesar do crescimento da economia portuguesa registado nos últimos anos, alerta para vários indicadores que ainda são preocupantes e que precisam de atuação política e empresarial imediata.

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Rosália Amorim

Transição (in)sensata

Derrapagem? Velocidade excessiva? Ingenuidade política? O ministro do Ambiente "incendiou" o mercado automóvel com a seguinte declaração: "Quem comprar carros a diesel não terá valor na troca daqui a quatro anos", afirmou Matos Fernandes. A indústria já se comprometeu em reduzir as emissões, mas a transição terá de ser gradual. ACAP e ACP fizeram precisamente esse alerta, além de criticarem o ministro pelas declarações que dizem ser "alarmistas".

Opinião

Haverá igualdade na era dos robôs?

A cada edição da revista DN Insider deparamo-nos com uma dificuldade: encontrar mulheres que ocupem lugares de liderança em empresas tecnológicas. Já são muitas as que fazem carreira nesta áreas, mas são ainda poucas aquelas que se sentam na cadeira de n.º 1. Será uma realidade muito diferente da que se vive em empresas de outros setores? Não. O quadro é muito semelhante nas grandes companhias que são cotadas no índice bolsista português, o PSI 20. Só nas PME sobe o números de mulheres líderes, pois muitas delas vestem a farda de empreendedoras e fundadoras. Apesar da escassez de saias [...]