Rosália Amorim

Rosália Amorim

Seca, inflação e "Reino Maravilhoso"

A boa notícia: janeiro está a ser um mês soalheiro. A má notícia: janeiro já é um mês de seca profunda em todo o país e ainda estamos bem longe do verão. A água é um bem cada vez mais escasso e tende a ficar mais cara. A juntar ao custo dos investimentos necessários na rede pública - para evitar perdas e garantir que a água chega em segurança à casa dos portugueses -, a lei da oferta-procura marcará o futuro do mercado da água. E essa não é uma realidade longínqua. Hoje é preocupante verificar que todo o território nacional sofre já com uma forte seca. Por exemplo, a barragem de Castelo de Bode atingiu a cota mais baixa do século em plena época de inverno.

Rosália Amorim

Governabilidade. O que ficou por dizer?

A campanha para as eleições legislativas desenrola-se durante a segunda quinzena deste mês, ainda que tenhamos todos ficado com a sensação de que já aconteceu ao longo das dezenas de debates que se realizaram nos ecrãs televisivos. Esgrimiram-se argumentos, estratégicas e apontaram-se caminhos para Portugal no pós-2022. De uma coisa os portugueses têm hoje a certeza: é necessário um governo estável e durável. A hipótese de o país ser gerido com executivos provisórios ou eleições de dois em dois anos não só atrapalha como atrasa brutalmente a recuperação económica e social pós-pandémica.

Rosália Amorim

A esperança e a resiliência não têm idade

Celebrar a vida e o jornalismo independente é algo que nos dá esperança, por isso, ontem, no jornal, vivemos um momento especial num edifício com grande simbolismo para a história deste meio de comunicação social centenário. Na sala Almada Negreiros do edifício do Diário de Notícias, na avenida da Liberdade em Lisboa, reuniu-se a equipa que faz todos os dias o jornal, em versão papel e digital, ilustres oradores e outros convidados que nos honraram com a sua presença, num evento que foi acompanhado em streaming pelos leitores.

Rosália Amorim

E o semáforo acendeu em Berlim!

A luz verde apareceu e a Alemanha já consegue vislumbrar o seu futuro de forma mais sólida do que aconteceu ao longo dos últimos meses. Scholz chegou a acordo para o período pós-Angela Merkel. Sai de cena a senhora mão de ferro da Alemanha e da Europa e entra em cena um autêntico semáforo de partidos e ideologias. Porém, antes da verdadeira e formal alteração ainda vai ser preciso aprovar um extenso documento, com 177 páginas. Os três partidos terão de dar luz verde, etapa essencial para empoderar a nova coligação, num processo que deverá estar concluído no mês que vem.

Rosália Amorim

Estado da saúde: da covid-19 ao cancro da mama

Os portugueses aguardam hoje pelas indicações que irão sair da reunião de peritos do Infarmed com o primeiro-ministro e o Presidente da República. Salvar o Natal exige tomar medidas preventivas contra a covid-19 quanto antes, alertam os médicos. Por seu turno, os constitucionalistas defendem que não é preciso voltar ao estado de emergência para impor várias medidas, entre as quais o uso obrigatório de máscara na rua. Sem dramatismos e sem voltar a paralisar toda a economia, é preciso atuar para travar o número de infeções por covid-19.

Rosália Amorim

Combustíveis. Mitigar basta? Ou é preciso resolver?

Os contribuintes estão cansados de pagar combustíveis que são dos mais caros da Europa. O regulador dos serviços energéticos veio dar razão ao sentimento da população portuguesa quando, nesta semana, divulgou um estudo no qual Portugal surge como o quinto país da União Europeia onde a gasolina mais subiu. Por cada litro, aumentou sete cêntimos só entre o segundo e o terceiro trimestres do ano. A média do custo por litro é de 1,65 euros, valor que fica acima da média da União Europeia.

Rosália Amorim

A agenda de Costa e a maçã podre militar

Habilidade política é uma característica do primeiro-ministro e secretário-geral do Partido Socialista. Na entrevista que deu, no arranque deste semana, à RTP, António Costa mostrou ao que vem: maioria absoluta é o seu desígnio. Em nome da estabilidade, não fugiu ao tema e pediu um reforço da votação num futuro governo PS, garantindo que "não é perigoso" dar uma maioria absoluta a um próximo Executivo por si liderado. "Acho que ninguém tem medo da minha ação e da forma como governamos. Ninguém terá dúvidas de que o Presidente da República não deixará de estar atento ou que a comunicação social estará atenta", afirmou na entrevista. No que toca aos media, garantidamente que não. No que diz respeito à análise da narrativa que utilizou, se, até aqui, o primeiro-ministro falava apenas de uma "maioria reforçada", agora, e cavalgando a necessidade de estabilidade política em prol da estabilidade da nação, já não se inibe de usar o termo "absoluta".