Rita Rodrigues

Opinião

Lições de um ano de pandemia

Quando todos formos vacinados, quando começarmos a sentir as nossas vidas a voltarem finalmente à normalidade, já terá passado muito mais de um ano desde o início dos confinamentos e dos estados de emergência. Tem sido uma experiência perturbadora e um desafio gigantesco para muitos, marcado por longos períodos de separação da família e dos amigos, e uma ansiedade constante e intensa. Não querendo, nenhum de nós, passar por tudo isto novamente, ao mesmo tempo há um grande valor na experiência vivida. As coisas que aprendemos são diferentes para cada um de nós. Mas o último ano, em pandemia, ensinou-nos igualmente muito não apenas sobre as nossas vidas mas sobre as vidas dos outros. Coletivamente, desenvolvemos novas qualidades de empatia.

Opinião

Na Black Friday, olhe bem para o preço antes de olhar para o desconto

Disse um dia Marilyn Monroe que a felicidade não está no dinheiro mas sim nas compras. A Black Friday, uma invenção americana que se propagou à escala global, é o símbolo máximo deste ponto de vista. Junte-se a atração irresistível do ser humano por promoções - ou pelo menos pela aparência de uma boa promoção - e temos nesta altura do ano um desafio como nenhum outro para os consumidores, em Portugal e um pouco por todo o mundo.

Opinião

Defesa do consumidor é defesa do futuro

Vimos nos artigos anteriores sobre os efeitos da pandemia do novo coronavírus que, enfrentando nós há muito, sem soluções nem genuína vontade política à escala global de as encontrar, uma crise climática tão grave como a emergência sanitária que vivemos atualmente, a verdade é que as obrigatórias e profundas alterações nos comportamentos e hábitos de todos são afinal possíveis. Mais: são já, ainda que apenas momentaneamente, observáveis, num vislumbre do que pode e deve ser o nosso futuro sustentável.

Rita Rodrigues

A poupança é uma arma

Segundo um estudo realizado pela DECO PROTESTE, uma percentagem elevada da população portuguesa não consegue juntar dinheiro. Este inquérito, feito em conjunto com as organizações de defesa do consumidor da Bélgica, Itália e Espanha, revela que apenas 70% dos consumidores portugueses consegue pôr dinheiro de lado no final do ano, e só 30% o faz todos os meses. Pior: mais de um terço da população (35%) não foi capaz de poupar um cêntimo no último ano.

Rita Rodrigues

Do alojamento local e "seguros fantasma"

Lei 68/2018 que regula a atividade do alojamento local, e que entrou em vigor a 21 de outubro de 2018, continua a suscitar dúvidas. O diploma exige aos proprietários um seguro que não existe e que as seguradoras não estão ainda prontas para oferecer. Os proprietários desconhecem este seguro e não entendem como podem cumprir a lei se para tal têm de adquirir um produto que não existe. Nós também não entendemos.

Rita Rodrigues

Os consumidores continuam "às escuras" em relação às taxas de eletricidade

Para a prestação de qualquer serviço ou fornecimento, o Estado impõe impostos e encargos/custos diretos e indiretos que, por vezes, aumentam muito o valor final a pagar pelo produto. Para que exista uma relação transparente na cobrança de taxas e encargos, importa saber a que se referem as mesmas e, acima de tudo, se estas serão proporcionais e/ou adequadas à utilização do produto ou serviço. As faturas de eletricidade que os portugueses recebem mensalmente em casa são um claro exemplo de que algo correu mal e de que existe, em toda a evidência, uma ausência de transparência no que concerne a taxas e impostos - diretos e indiretos - aplicados ao consumidor final.