Ricardo Simões Ferreira

A espreguiçar na rede

A Google faz o que quer da internet. E nós deixamos

O browser Chrome - o navegador mais utilizado no mundo, com um share de cerca de 60% - começou esta quinta -feira a bloquear as publicidades mais intrusivas. A Google, a dona do programa e a empresa que quer ser sinónimo de internet, diz que esta é uma forma de combater os anúncios que não respeitam as boas práticas. E, ainda que a medida tenha um efeito aparentemente positivo para o utilizador, é a demonstração de como, para estarmos na net, ficamos à sua mercê.

A espreguiçar na rede

Sem truques, a AI está a criar um novo mundo

Daqui a 20 anos a sociedade vai estar muito diferente. Dezenas de tipos de empregos desaparecerão, outros novos surgirão, ainda que provavelmente em menor quantidade. Os sistemas de inteligência artificial (AI) vão ocupar na totalidade setores da atividade humana, dos transportes à distribuição, passando pela gestão de serviços básicos. Até na medicina estas ferramentas encontrarão lugar, sendo capazes de realizar diagnósticos básicos de forma mais eficaz do que muitos clínicos gerais; e no ensino criar-se-ão novas realidades de educação personalizada, através de "professores artificiais" que correm nos ecrãs pessoais de cada um.

Opinião

Todas as notícias são um "trabalho em desenvolvimento"

Na sociedade de comunicação quase instantânea em que vivemos, com ciclos noticiosos que duram meras horas em vez de dias, praticamente todas as notícias estão em permanente "atualização". O imperativo, por parte dos profissionais de comunicação social, de conseguir reagir o mais depressa possível aos acontecimentos algo inevitável perante um público que quer (e tem direito a) informação atualizada em tempo real reduz ao mínimo o tempo de análise do que se está a passar por parte do jornalista que cobre o acontecimento. Esse papel tem ficado, cada vez mais, para os "opinadores de serviço" nos painéis que os canais noticiosos têm por hábito usar como "enchedores de chouriços" ao serão.

A espreguiçar na rede

Web Summit: entre a experiência religiosa e a venda de carros usados

Qualquer pessoa que tenha esta semana visto apenas noticiários em Portugal só pode ter concluído que Lisboa foi a capital do mundo. As muitas horas de tempo de antena nas televisões e equivalentes páginas de jornais dedicadas à Web Summit transmitiram a ideia de que toda a indústria tecnológica esteve por cá, que o futuro se apresentou, projetou e foi decidido no agora batizado Altice Arena.