Ricardo Simões Ferreira

A foto enviada pela Viking 1 com as cores corretas.

Ricardo Simões Ferreira

Uma lição de psicologia marciana

A história é contada por Carl Sagan, mais ou menos desta maneira: quando, a 21 de julho de 1976, a sonda V iking 1 enviou a primeira fotografia a cores da superfície de Marte, a expectativa entre os cientistas da missão era enorme. No dia anterior, o primeiro engenho da humanidade a conseguir enviar imagens do planeta vizinho tinha fotografado o seu próprio pé (para que se pudesse aferir a estabilidade do aparelho após a aterragem), mas tratara-se de uma foto a preto e branco.

A espreguiçar na rede

A televisão na Europa continua nos anos 50

Que sentido faz, num mundo digitalmente ligado, continuarem a existir fortes restrições regionais relativamente aos conteúdos televisivos? No dia em que as normas europeias passam a obrigar a que todos os conteúdos digitais pagos estejam disponíveis ao cliente por todo o espaço comunitário - norma positiva que só peca por tardia -, convém lembrar que, tal como acontecia em meados do século passado, nem todos os cidadãos europeus são iguais relativamente àquilo que podem ver (e ouvir ou ler) legalmente.

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Nokia está de volta e não é só pelo saudosismo

O regresso da marca Nokia aos telemóveis está a ser um êxito superior ao que muitos observadores previram (incluindo eu próprio, diga-se: www.dn.pt/i/5533230.html). A HMD, a empresa que adquiriu o direito de usar a marca finlandesa, tem conseguido manter-se na memória coletiva através de jogadas de marketing inteligentes, como a recuperação do mítico modelo 3310, enquanto simultaneamente produz smartphones de sólida qualidade.

A espreguiçar na rede

O problema da corrida ao espaço ser privada

Desde a década de 60 que não assistíamos a tanto interesse pela exploração espacial. As transmissões dos lançamentos e das aterragens já não são feitas pelos canais de televisão (a comunicação social mudou muito nestes últimos 50 anos...), mas é nas redes sociais, nos streamings online e nos sites que milhares de pessoas acompanham cada novo passo na conquista da "última fronteira".

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O pior nem é a Apple tornar os iPhones mais lentos

O caso está a ser apelidado, na imprensa anglo-saxónica, de Batterygate. Em causa está o facto de a Apple ter finalmente admitido o que muitos dos clientes há muito suspeitavam: os seus telefones ficam mais lentos com o passar do tempo. Só que, diz a empresa, este não é um defeito dos iPhones, é uma característica, programada em software. Afirmam que o decréscimo de desempenho prende-se com o envelhecimento (inevitável) das baterias e que o sistema abranda automaticamente para compensar a menor capacidade destes componentes. E assim, acrescentam, até ampliam a sua vida útil.

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Os jornalistas de tecnologia são estúpidos?

Ainda que dedique este espaço quase exclusivamente a temas de ciência e tecnologia, há alguns assuntos sobre os quais em princípio não escrevo. Nada digo sobre a experiência de comprar conteúdos no iTunes, da Apple; nem acerca de jogos da Xbox, da Microsoft; ou muito menos posso perorar relativamente às linguagens matemáticas necessárias para a computação quântica.

A espreguiçar na rede

A ausência da Siri no evento da Apple é preocupante

A apresentação do iPhone X na passada terça-feira, na nova sede da Apple, em Cupertino, teve a habitual megacobertura mediática, mas no meio de todo o "barulho das luzes" três importantes factos escaparam aos media tradicionais: o smartphone que marca o décimo aniversário do iPhone é tudo menos inovador; o aparelho mais relevante para o que será o futuro da tecnologia móvel foi o novo Apple Watch; na mais de hora e meia de apresentação quase não houve referência à Siri.